Ataques que fizeram pelo menos 76 mortes causaram «profunda dor», diz o Papa. Vítimas lembradas em Fátima.
Bento XVI manifestou a sua “profunda dor” pelos atentados desta sexta-feira, em Oslo, classificando como “graves” os ataques que provocaram pelo menos 76 mortes na Noruega.
“Mais uma vez, infelizmente, chegam notícias de morte e de violência. Todos sentimos uma profunda dor pelos graves actos terroristas acontecidos na última sexta-feira, na Noruega”, disse no domingo passado o Papa, em Castel Gandolfo, arredores de Roma, onde se encontra a passar férias.
Perante os peregrinos que se reuniram no pátio interior da residência pontifícia, Bento XVI pediu orações pelas vítimas, os feridos e os seus familiares. “A todos quero, mais uma vez, repetir um forte apelo a abandonarem, para sempre, a via do ódio e fugirem à lógica do mal”, prosseguiu.
Dois atentados, em Oslo e na ilha de Utoya, cometidos pelo norueguês Anders Behring Breivik, conforme o próprio confessou, estiveram na origem do trágico balanço de mortos, inédito neste país nórdico nas últimas décadas.
Fátima e Taizé rezaram
pelos noruegueses
Em Fátima, as vítimas dos atentados na Noruega foram lembradas durante a eucaristia dominical celebrada às 11h00, no momento da oração dos fiéis.
Rezou-se em especial para que, neste momento de sofrimento, os familiares das vítimas e os sobreviventes obtenham “a consolação que vem da fé e da esperança cristã”, segundo comunicado de imprensa.
Os religiosos de Taizé (França) acompanhados por milhares de jovens peregrinos, também rezaram pelas vítimas do duplo atentado de sexta-feira. “Desconcertados por este sofrimento, gostaríamos de ser testemunhas da compaixão de Deus e, através da nossa oração, gostaríamos de vos apoiar neste pesado momento, a vós”, escreveu o prior de Taizé, irmão Alois, em mensagem endereçada aos responsáveis e fiéis da Igreja Luterana na Noruega, maioritária no país. “Sabeis bem o quanto o vosso país nos é querido”, assinala a missiva dirigida igualmente a toda a população, acrescentando que os religiosos “sofrem e choram com os que sofrem”.
Ecclesia / CV
