Bento XVI entregou no dia 30 de Junho as distinções correspondentes à primeira edição do Prémio Ratzinger, espécie de “Nobel” da Teologia, elogiando a investigação nesta área. “Em ordem a chegar a Cristo, cada um deve estar no caminho da verdade; deve estar aberto ao Logos, à razão criativa, da qual a razão humana deriva e para a qual tende”, afirmou, durante a cerimónia que decorreu no Vaticano.
Os premiados desta primeira edição foram Manlio Simonetti, especialista em literatura cristã antiga e patrística; Olegario González de Cardedal, professor de dogmática na Universidade de Salamanca; Maximilian Heim, professor de teologia fundamental e dogmática, centrado no ensinamento de Joseph Ratzinger, o actual Papa.
Após assinalar que “a razão experimental é hoje amplamente apontada como a única forma de racionalidade declarada científica”, Bento XVI falou sobre a relação entre ciência e fé, destacando que “existe um limite” a tal uso da razão. “Deus não é objecto da experimentação humana”, mas “sujeito que se manifesta apenas na relação de pessoa a pessoa”.
Nesse sentido, acrescentou, “é possível ver que a fé cristã, pela sua própria natureza, deve dar origem à teologia, deve inquirir a razoabilidade da fé”. “A natureza concreta do nexo que une fé e razão pode e deve ser sempre explorada de novo”, disse Bento XVI. No discurso de agradecimento, Maximilian Heim deixou uma certeza em nome de todos: “Queremos compreender a teologia como um falar de Deus que precede o encontro vital conforme anunciado, o qual, por sua vez, deve levar ao encontro vital para a oração”.
