São necessárias “medidas corajosas e necessárias para erradicar a fome, a ignorância e as doenças”, defendeu o Papa
O Papa lançou um apelo para que sejam adoptadas e aplicadas medidas para erradicar a fome e a pobreza no mundo. No Angelus do passado Domingo, 21 de Setembro, logo após o regresso de Bento XVI de Albano, onde presidiu à dedi-cação do altar da Catedral, o Papa lembrou que a reunião do próximo dia 25 de Setembro, no âmbito da 63.ª sessão da Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque, será para discutir os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio.
Aos líderes dos países do mundo que se vão juntar no dia 25, o Papa dirigiu o apelo para “que se adoptem e se apliquem, com coragem, as medidas necessárias para erradicar a extrema pobreza, a fome, a ignorância e o flagelo das doenças que atingem, sobretudo, as pessoas mais vulneráveis”.
O empenho necessário, “ainda que exija sacrifícios, numa altura de dificuldades económicas mundiais, não deixará de produzir importantes benefícios para o desenvolvimento das nações que necessitam da ajuda externa, assim como para a paz e o bem-estar de todo o Planeta”, referiu Bento XVI.
O Papa recordou ainda as catástrofes naturais, no continente americano que causaram inúmeras vítimas.
“Os países das Caraíbas, em particular o Haiti, Cuba, a República Dominicana e o Sul dos Estados Unidos, foram duramente atingidos por violentos furacões”. Bento XVI pediu que a ajuda às zonas mais atingidas “chegue prontamente”, apelando para que “a solidariedade e a fraternidade prevaleçam nestas alturas”.
Quais são os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio?
Na “Cimeira do Milénio” da ONU, que teve lugar em Setembro de 2000, os países membros assinaram, em conjunto, a Declaração do Milénio, que fixou 8 objectivos de desenvolvimento específicos, a serem atingidos até 2015:
1. Reduzir para metade a pobreza extrema e a fome; 2. Alcançar o ensino primário universal; 3. Promover a igualdade entre os sexos; 4. Reduzir em dois terços a mortalidade infantil; 5. Reduzir em três quartos a taxa de mortalidade materna; 6. Combater o VIH/SIDA, a malária e outras doenças graves; 7. Garantir a sustentabilidade ambiental; 8. Criar uma parceria mundial para o desenvolvimento.
