Biodiesel feito a partir das algas da Ria

Uma equipa dos Departamentos de Engenharia Mecânica e de Biologia da Universidade de Aveiro (UA) descobriu uma forma de produzir biodiesel a partir da “Chorella vulgaris”, uma alga muito comum na Ria de Aveiro.

“A extração de biodiesel de microalgas tem de ser realizada através de processos, já em desenvolvimento na UA, que não encareçam o produto e que este respeite os requisitos técnicos da União Europeia”, refere o investigador Fernando Neto, um dos responsáveis daquela equipa científica, que acrescenta que a investigação tem de prosseguir. “O biodiesel que já conseguimos produzir ainda não está cem por cento conforme as normas europeias, mas oferece potencial para lá chegarmos”, afirma.

As vantagens económicas e ambientais da produção de biodiesel a partir das algas da ria são muitas, como explica a investigadora Margarida Coelho, ao dizer que “como as microalgas têm grandes necessidades, quer de CO2, quer de compostos azotados, estamos igualmente a realizar a avaliação do ciclo de vida de todas as fases do processo de obtenção do biodiesel”, tanto mais que as algas da ria “não competem com culturas alimentares, como é o caso de outros produtos biológicos utilizados na produção de biocombustível, porque podem ser cultivadas em ambientes que estejam degradados”.

Para além dos investigadores da UA, este projeto, que é coordenado pela Universidade de Vigo, conta com a participação da Universidade de Almeria (Espanha), do Instituto Energético da Galiza e da Universidade de Pau (França).