D. António Francisco realça verdade, simplicidade, serenidade e lucidez do novo Papa, próximo dos “mais frágeis e mais pobres”.
A eleição do Papa Francisco foi para o Bispo de Aveiro “uma grande alegria”. Numa nota divulgada à imprensa com data de 13 de março, D. António Francisco realça a surpresa da eleição e interpreta alguns aspetos do novo Papa. “Quanto maior é a surpresa humana maior é a bênção divina! É de surpresas constantes a ação do Espírito Santo na Igreja para que possa ser também cada vez mais abençoada a ação da Igreja ao serviço do mundo”, afirma.
Reportando-se ao país de origem do Papa Francisco, a Argentina, o Bispo de Aveiro escreve: “O novo Papa vem do hemisfério sul da mesma forma que se amplia também a geografia da missão da Igreja ao serviço da evangelização nos diferentes continentes do mundo. Ele sente-se alavancado por uma Igreja jovem a crescer em dinamismo pastoral e a abrir novos caminhos de anúncio e encanto do evangelho, como é a Igreja da América Latina. É um Pastor amado pelo seu Povo, testemunha de uma experiência de proximidade fraterna, de simplicidade reconhecida, de lucidez determinada e de coragem profética”.
D. António Francisco afirma que o Papa escolheu desde sempre a verdade e a simplicidade como programa de vida e a compaixão e a proximidade com os mais frágeis e mais pobres como sentido do seu ministério de padre e de bispo. “A sua serenidade, a sua lucidez, a verdade da sua vida, a coragem fortalecida da sua experiência pastoral, a sua capacidade de diálogo, o seu zelo de pastor, o seu lema episcopal dizem-nos que esta é uma hora abençoada, uma hora de alegria”, afirma.
Sobre os primeiros gestos do seu pontificado, quando apareceu à varanda da Basílica de São Pedro, disse o Bispo de Aveiro: “[O Papa] sabe que, rezar pelo Povo é o seu primeiro dever e conhece quanto a oração do seu povo lhe serve de ânimo e de força para o ministério a que Deus o chamou. Compreendemos, assim, que antes de abençoar a «cidade e o mundo» tenha pedido à multidão ali reunida, que rezasse por ele e na oração o abençoasse”.
D. António Francisco leu a carta que o cardeal Bergoglio escreveu aos seus diocesanos pedindo-lhes que vivam a Quaresma e a Semana Santa numa Igreja de «portas abertas, capaz de quebrar rotinas e sair ao encontro daqueles que ainda não se aproximam da Igreja e celebrar com eles, em Dia de Ramos, a festa de Jesus que anda no meio do seu povo», e congratula-se por o Papa ter escolhido a dia de S. José para início do pontificado. O Bispo de Aveiro não o afirma na nota, mas neste dia completa oito anos de ordenação episcopal.
Em tempo de Missão Jubilar, D. António Francisco convida toda a Diocese, “com renovado júbilo e acrescido sentido de missão”, a viver em comunhão de alegria, de esperança e de oração esta hora com o Papa Francisco e pede aos padres e comunidades que celebrem em ação de graças pelo novo Papa, “para que nunca lhe falte a certeza da nossa oração fraterna e o testemunho da nossa comunhão eclesial”.
J.P.F.
