Bispo de Aveiro apela ao tetemunho cristãos em Pessegueiro do Vouga

No encerramento, D. António Francisco realçou o trabalho de “fé e luz” da APCDI, associação que apoia portadores de deficiência

D. António Francisco concluiu no Domingo, 17 de Maio, a visita pastoral a Pessegueiro do Vouga. Na celebração da Eucaristia, o Bispo de Aveiro lembrou momentos fortes da visita, como os encontros na escola do ensino básico, na Junta de Freguesia, no lar de idosos, nas associações culturais e desportivas, nas capelas, com os doentes.

Neste passar em revista a semana, D. António Francisco realçou a APCDI (Associação Pró Cidadão Deficiente Integrado), instituição pessegueirense que há 25 anos acolhe crianças, jovens e adultos portadores de deficiência – “um santuário de fé e de luz”, nas palavras do prelado. “São rosto de Deus os que ali vivem, [quer sejam] de Pessegueiro, Águeda ou Vieira do Minho”, disse.

Em ordem ao futuro, porque “a visita pastoral não termina um caminho”, mas “anuncia novos caminhos ”, o Bispo de Aveiro exortou os cristãos a testemunharem a fé nos espaços em que vivem. “Não limitemos a fé às nossas consciências”, disse. “A celebração da fé deve continuar na missão. Devemos tornar pública a nossa fé, visível o nosso testemunho e corajoso o nosso agir”, afirmou. Noutro momento de celebração, comentando as leituras do dia, que falavam da conversão de Cornélio, um pagão, realçara que “a fé não está prisioneira de terras ou fronteiras. Não está prisioneira de nada, nem de ninguém, nem nunca”. “O que de melhor podemos dar ao mundo é esta certeza e presença de Deus”, acrescentou.

O Bispo de Aveiro crismou duas dezenas de jovens, entre os quais um seminarista de Aveiro, o que fez com que a equipa sacerdotal do Seminário de Santa Joana estivesse na celebração.

No final, entre ofertas de flores ao pároco, aos catequistas e ao Bispo de Aveiro, os jovens crismados ofereceram-lhe um remo assinado por todos os quer receberam o sacramento do Espírito Santo. D. António Francisco aceitou-o como sinal da vontade juvenil de “remar no imenso oceano da vida” e usou-o como báculo ao sair da igreja de S. Martinho de Pessegueiro do Vouga.

J.P.F.

“A visita pastoral é um despertador”

CV- D. António Francisco já passou pelas três paróquias de que o P.e António Cabeça é pároco: Couto de Esteves, Paradela e Pessegueiro. Qual é o seu balanço?

P.e António Cabeça – Foi muito positivo. O Sr. Bispo aproximou-se de todas as pessoas, acolheu-as e disse-lhes que podem ser cristãos nos dias de hoje nos ambientes em que vivemos. Abriu um olhar à fé e ao compromisso na igreja local. A visita pastoral é um despertador.

Que momentos realça da visita pastoral?

Houve muitos gestos bonitos nestas três paróquias. Realço alguns. Em Couto de Esteves, foi o grande encontro com os idosos na residência paroquial nova. Daí nasceu um movimento que é o Chá das Cinco – um movimento social de apoio aos idosos. Em Paradela, na conclusão, houve um grande convívio no exterior da igreja. Permanecemos lá toda a tarde. Hoje [dia 17 de Maio], as pessoas ainda se encontram aqui [no adro da igreja de Pessegueiro do Vouga, após a celebração], em convívio. O Sr. Bispo é um elo congregador. É um motor que nos faz andar.

Para si, como pároco, foi importante a visita pastoral?

Foi fundamental porque precisamos todos de renovação. Eu, mais do que ninguém, sinto que a palavra dele vem dar credibilidade ao nosso agir pastoral, que é muito difícil: coordenar a pastoral da catequese, da caridade, litúrgica… Veio dizer-nos que é possível e ajudar-nos à renovação.

Nos encerramentos, o Sr. Bispo tem insistido, entre outros aspectos, na partilha arciprestal…

Penso que esse é o grande desafio à igreja do arciprestado de Sever do Vouga. É necessário que os padres vivam unidos em comunhão, que vivam primeiro a comunhão entre eles, para que o mundo creia. E surgirá a comunhão nas comunidades. A comunhão começa no arciprestado pelos sacerdotes e pelo diácono e pelos mais empenhados na pastoral. Só assim é que as coisas funcionam. O nosso arciprestado está com dificuldades em trabalhar nesse sentido.