D. António Francisco deixou incentivos para a renovação da catequese e a pastoral vocacional e apelou à reconstrução da Casa da Paróquia
“Uma visita pastoral é sempre momento de bênção e de graça para o bispo diocesano neste encontro de comunhão e de vida com as comunidades e deve ser oportunidade de lançar novos caminhos e intuições pastorais que sejam mobilizadores de renovação e de comunhão das comunidades cristãs e seus agentes pastorais. O mesmo sinto e vivo aqui hoje, neste dia solene de conclusão da visita pastoral e de festa de S. João Bosco, pai e fundador da Família Salesiana”, afirmou D. António Francisco, no dia 31 de Janeiro, em Mogofores. Esta paróquia está sob a responsabilidade dos padres salesianos, sendo pároco, desde há quatro anos, o P.e José Augusto Fernandes.
O Bispo de Aveiro apontou alguns momentos importantes da visita: “Partilhei a vida, a oração, a reflexão e a celebração da Eucaristia com a Comunidade Religiosa dos Padres e Irmãos Salesianos da Província Portuguesa da Sociedade Salesiana, que aqui vive e trabalha desde 26-09-1938”; “visitei o Centro Social Maria Auxiliadora e aí permaneci longo tempo em presença, diálogo, partilha e alegria com as crianças, com os idosos, com os funcionários e com os dirigentes”; “estive na Escola e aí senti o trabalho, o sonho e a alegria de quem ensina e educa, cimentando conhecimentos e valores onde o futuro feliz e digno se alicerce”; “reuni com os agentes de pastoral, membros do Conselho económico, salesianos cooperadores, mordomos, juízes e zeladores de igreja, visitadores dos doentes e ministros da Comunhão, com os catequistas e famílias numa inesquecível reflexão e partilha de belos testemunhos de compromisso cristão e perspectivas de evangelização”; “reuni com os professores e funcionários do Colégio e celebrei com toda a Comunidade Escolar a festa de S. João Bosco, nosso padroeiro”; “visitei os doentes e procurei estar próximo de todos sobretudo daqueles que sofrem”.
Para o futuro, D. António Francisco realçou quatro aspectos. Notou que o grupo de promoção vocacional «Ser + Livre» “pode ser fermento de novas iniciativas que criem à nossa volta e a partir daqui uma maior cultura vocacional nesta paróquia e no arciprestado da Anadia” (ver texto ao lado); louvou a “reestruturação da catequese e a formação dos cate-quistas”; e incentivou a pastoral sócio-caritativa e “a atenção de vizinhança e de proximidade sobretudo junto dos doentes e dos que sofrem provações”, realçando “o trabalho e o carisma vivido e testemunhado pelos Salesianos Cooperadores”. Por fim, apelou à reconstrução da Casa da Paróquia e à qualificação do espaço envolvente. “É um património que urge salvaguardar e valorizar fazendo ali um Centro de Cultura Cristã, com espaços e estruturas tão necessários para a paróquia e para a vida pastoral da Comunidade. Mãos à obra. Não vos faltará nem a generosidade humana nem a bênção de Deus”, disse.
Paróquia de Mogofores
valoriza catequese e vocações
De entre os vários momentos da visita pastoral, o P.e José Augusto Fernandes, pároco de Mogofores, destacou ao Correio do Vouga os encontros de D. António Francisco com os catequistas e com a equipa vocacional, porque representam duas prioridades da paróquia.
A catequese, em Mogofores, tem um ritmo diferente, em três partes. Começa às 14h30 de sábado, com reunião por grupos. Segue-se um “momento de louvor”, no Santuário, às 15h30, com a presença de todas as cerca de cem crianças que frequentam a catequese mais os catequistas e os pais. Por fim, o momento de “celebração da fé”. Enquanto as crianças estão nos grupos (das 14h30 às 15h30), os seus pais têm catequese de adultos. “Neste momento são 30 a 40 os pais que têm catequese. É um bom começo”, diz P.e José Augusto Fernandes.
No campo vocacional, a paróquia lançou o projecto “Ser +…”, que este ano é “Ser + Livre”. Consiste na formação de grupos de sete ou oito jovens, acompanhados por três ou quatro adultos “crentes, convictos”, como frisou o pároco. Aos grupos faz-se a proposta de passar fins-de-semana vocacionais em que uma dos requisitos “é que cada um não leve nada consigo”, para se sentir mais livre. Há neste momento 30 jovens nesta caminhada que já passou por duas etapas: um primeiro fim-de-semana numa quinta; e um segundo com o pároco de Penela (Coimbra). Segue-se um fim-de-semana na Serra da Estrela com o P.e António Torrão (Anadia). P.e Fernandes observa que estes são grupos em que se trabalha sem esperar resultados imediatos. “Temos um jovem que já anda no pré-seminário [da Diocese de Aveiro], mas as propostas «mais duras» só virão mais tarde”, afirma. Por outro lado, realça que “são grupos muito universais”. “Não é uma capelinha dos salesianos”, diz.
