O Bispo de Aveiro presidiu à Missa do I Domingo da Quaresma, na Sé de Aveiro, nomeando 85 novos ministros extraordinários da Comunhão, de nove dos dez arciprestados da Diocese de Aveiro, e instituindo o acólito José Figueira da Silva, da paróquia da Branca, em ordem ao diaconado permanente.
Na homilia, D. António Francisco convidou a ir às fontes da fé para que cada um se reencontre com as razões da esperança e com as raízes da liberdade. Realçando que São Paulo animava os cristãos de Roma, “no centro da vida do Império do tempo, a confessar a fé no coração da cidade de onde tudo partia a nível humano, social, cultural e político”, sublinhou que a Quaresma é “tempo de caminho baptismal e de apelo à renovação das promessas baptismais”, tanto mais que “o mundo sente necessidade desta profissão de fé dos que acreditam em Cristo”.
Reflectindo sobre a fé, afirmou que “não é óbvia nem fácil”. “É um dom e uma tarefa. É um caminho de graça, de procura, de fundamentação e de esforço. Mas é um caminho possível e necessário. É um caminho percorrido por muitos e em circunstâncias semelhantes ou mesmo iguais às nossas. Um caminho de todos os tempos e também para o nosso tempo. É o caminho de liberdade, de conversão e de vida”, afirmou. Por outro lado, lamentou que mesmo os que pensava “humanamente mais preparados e socialmente mais responsáveis cedem e vacilam no emaranhado das tentações do mal”, mas confortou-se com o “testemunho vivo de irmãos e irmãs, nascidos no meio do nosso povo e a trabalhar com dinamismo pastoral nas comunidades cristãs, a autenticidade de vidas dadas à verdade, à alegria, à liberdade e ao serviço generoso, gratuito e feliz do Evangelho”.
No final da homilia, lembrou os “irmãos e irmãs da Madeira, a braços com a tempestade que ontem [sábado] os atingiu”. “A sua dor é também nossa. Já expressei ao senhor Bispo do Funchal a certeza da nossa oração e da comunhão solidária de toda a Diocese. Queremos que sintam a proximidade da nossa presença de irmãos”, disse.
