Bispo de Aveiro presidiu à peregrinação ao Santuário de Vagos

“Os nossos passos de peregrinos são passos dos mensageiros do Evangelho. Uma Igreja em peregrinação é uma Igreja evangelizada e evangelizadora”, afirmou D. António Francisco, ao presidir à peregrinação que levou ao Santuário de Nª Sr.ª de Vagos milhares de peregrinos, na segunda-feira, 28 de Maio.

O Bispo de Aveiro lembrou aos peregrinos, muitos deles de Mira e Cantanhede, povoações que tradicionalmente rumam a Vagos, no dia a seguir ao Pentecostes, que “a Eucaristia é sempre o centro e o vértice de todas e de cada uma das nossas peregrinações” e explicou o significado de tal acto: “Peregrinar implica percorrer caminhos tantas vezes andados de forma ocupada e preocupada, distraída ou indiferente, mas hoje trilhados com alma confiante e coração de quem reza. Peregrinar é descobrir com olhar contemplativo a terra e o mar, os campos e as fábricas e sentir que, ao nosso lado, rezam e cantam irmãos nossos que trazem consigo vidas e sonhos, famílias unidas, ou marcas de solidão e de doença. Peregrinar é trazer connosco, na oração e no desvelo, os idosos sem força para o caminho, depois da longa e sacrificada viagem de tantos anos. Peregrinar é trazer connosco os doentes e dizer-lhes que são nossos e que, por isso, onde nós estamos também estão eles, para que sintam que são importantes e imprescindíveis para nós”.

D. António Francisco sublinhou a importância do Santuário de Vagos “como espaço sagrado e permanente de oração, de silêncio” e “de paz e de reconciliação”, pois o local onde Maria se invoca como Senhora da Saúde é procurado por muita gente que quer celebrar o sacramento da reconciliação.