A Conferência Episcopal de Angola e São Tomé criticou, na semana passada, pela primeira vez, os padres da diocese de Cabinda como “únicos responsáveis” pelo facto de o enclave angolano se encontrar sem celebrações litúrgicas. A paróquia da Imaculada Conceição foi encerrada em Julho, depois das agressões a D. Eugénio del Corso, administrador apostólico de Cabinda. Na origem dessas agressões, esteve a contestação à nomeação de D. Filomeno Vieira Dias para bispo de Cabinda, em Fevereiro. Padres e leigos exigiam um bispo natural do enclave e consideraram que a nomeação de D. Filomeno Vieira Dias significava que a Igreja reconhecia Cabinda como fazendo parte de Angola.
