Bispos desmentem orientação de voto

O secretário da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), Pe. Manuel Morujão, emitiu uma nota de esclarecimento negando qualquer orientação de voto para os católicos por causa da possível lei do casamento homossexual.

A nota assegura que “a Igreja move-se em favor de causas e valores, nunca contra ninguém nem contra qualquer grupo ou partido que se oriente por um ideário divergente ou mesmo oposto”. “Perante qualquer eleição no campo da política, a Igreja pede que os católicos votem na liberdade segundo a sua consciência, esclarecida pelos princípios e a moral cristãos”, assinala.

Este responsável recorda que a CEP está a preparar uma Nota Pastoral “em favor do genuíno casamento, o que naturalmente exclui os casamentos entre pessoas do mesmo sexo” e lamenta “algumas interpretações desfocadas de certos órgãos de comunicação social”, a respeito das suas declarações.

“A Igreja Católica quer ser sempre factor de coesão e unidade, por meio do diálogo e de todas as boas práticas da fraternidade, evitando sempre tudo o que seja desrespeito ou confrontação com os órgãos de soberania, partidos e outras forças sociais da Nação. A firmeza da Igreja em defender os princípios que estruturam a base da convivência humana tem por fim promover a qualidade do bem-estar social, sempre numa atitude aberta e dialogante”, indica.

O Pe. Manuel Morujão reafirma que a equiparação entre casamento e união homossexual é um “erro antropológico com consequências graves para a estabilidade e consolidação da célula fundamental da sociedade que é a família” e que “qualquer iniciativa que um Estado ache por bem implementar para conceder direitos a um grupo humano que se constitui, por razões de amizade e ajuda, deverá ter um enquadramento jurídico claramente distinto do casamento e da família”.

Ecclesia / C.V.