Bodas de Caná em análise

Ao mesmo tempo que Qaná, no Sul do Líbano (uma das possíveis localizações do primeiro milagre de Jesus – mas não a mais provável), era bombardeada pela aviação israelita, saía em Portugal um número da revista Communio, dedicada às Bodas de Caná (Abril-Junho de 2006). A revista internacional católica têm estudado sob vários ângulos os “mistérios da vida de Jesus”. Chegou a vez da transformação da água em vinho, durante um casamento. “Não sendo dos mais fundamentais, é dos que exerce mais fascínio”, escreve-se na apresentação. Entre os oito estudos sobre o episódio destacam-se o de D. Carlos Azevedo, sobre as Bodas de Caná na arte portuguesa, a exegese de Adalbert Rebic e o texto da teóloga eslovena Marija Zupancic, sobre Maria em Caná.

Dos quatro textos inseridos na secção Perspectivas (extra tema principal) dois captam especial atenção: o de Noronha Calvão, sobre o estudo que Joseph Ratzinger (Bento XVI) teve de fazer para poder ser professor catedrático. Ratzinger estudou S. Boaventura, o grande teólogo agustiniano medieval. E “evolução e criação”, de Fiorenzo Facchini, tema a seguir com muito interesse, até porque a aceitação do evolucionismo como “mais do que mera hipótese” por João Paulo II, na linha de Pio XII, parece ter sido minorada com recentes declarações de Bento XVI e o encontro de filósofos e teólogos, sobre o tema, ocorrido em Roma no início de Setembro.