Ponta de Lança O título pode ser sugestivo!
Se por um lado reporta, neste contexto, a todas as possibilidades de análise sobre os vários desportos; noutra perspectiva interpretativa poder-se-á tratar como que de uma interjeição, exprimir um estado emocional de saturação perante a repetição: outra vez!
Ambas as interpretações têm cidadania neste tempo de grandes confrontos!
Bolas, pela maioria dos desportos de concorrência oposta ter como ferramenta a bola. Pelo potencial existente no movimento impelido por uma força sobre um corpo esférico, a competição directa (o objectivo de um contrário é directamente oposto ao de outro) necessita que algo obedeça a uma determinada pressão o maior tempo possível e, assim, na menor distância-velocidade, a bola atinja o fim. Futebol, basquetebol, ténis, hóquei em patins, andebol,…e até o famoso jogo de Rugby está na lista. Bolas…
Bolas?!
Exactamente! Alguma saturação, por continuamente chegar à peleja tanta sabedoria proferida de forma infundada. E cá entramos novamente no campo das matérias da educação. Não é possível ouvir comentar que os objectivos individuais na avaliação dos docentes são decididos para toda a escola; que todos concordam com a avaliação mas com esta é que não, etc., etc. Dá ideia que todos concordamos com tudo o que não seja para agora, ou que seja para nunca!
E porque não queremos ir mais além nesta matéria, deveras incómoda, passemos a outros incómodos, também eles geradores de muito incómodo!
Bolas para a situação em Timor!
Todos os portugueses olham para aquele país com um carinho de impotência! E 1999 não foi assim há tanto tempo!
É com o mesmo olhar sobre os conflitos que recomeçam, para já apenas na via diplomática por causa da questão da independência do Kosovo, que ao pensar naquela zona nevrálgica da Europa, se recorda o início da Primeira Grande Guerra, o desencadear da segunda,… bolas!
Ou seja, quanto maior for a força exercida sobre um corpo que roda sobre si mesmo, maior é o risco de não conseguir controlar o ímpeto! Bolas, vamos com calma; mais ano menos ano, a terra cessa mesmo o seu ciclo; para quê acelerar a destruição?
Desportivamente… pelo desporto!
