A população da Branca manifestou-se no último sábado contra o traçado da A32 a nascente da freguesia. Nas vésperas, em conferência de impressa realizada em Aveiro, uma comissão de cidadãos deu a conhecer as razões da oposição. O traçado a nascente vai trazer grande impacto ambiental, nomeadamente ruído e desfiguração da paisagem, vai ser mais perigoso para os automobilistas, principalmente por causa de um viaduto com seis por cento de inclinação (o máximo permitido numa auto-estrada) e em curva, é potencialmente perigoso para a população, se houver derrames de materiais perigosos, visto que fica acima da povoação, vai destruir afectar o campo arqueológico de S. Julião e é mais caro, devido ao viaduto e às grandes movimentações de terra, pois várias colinas terão de ser cortadas.
A comissão, que desde 28 de Março está constituída notarialmente em associação (Auranca – Associação do Ambiente e Património da Branca), defende o traçado a poente, numa zona de pinhal, plana, sem grandes complicações no terreno, como aliás o PDM de Albergaria previa desde há cerca de 20 anos e o Estudo de Impacto Ambiental preferia.
A opção pelo traçado a nascente acabou por se impor por causa de um troço em Alviães, já no concelho de Oliveira de Azeméis, que tem de ser a nascente. Como solução, a comissão propõe que se estude a viabilidade de uma ligação entre o trajecto a poente e o trajecto em Alviães. Esta ligação, toda no concelho de Oliveira de Azeméis, não foi estudada pelo Ministério do Ambiente, mas tem a concordância do presidente da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis.
