O “Bote Fé”, evento para acolher a Cruz da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) no Brasil, reuniu mais de 100 mil pessoas no domingo passado, 18 de Setembro. “Mais do que apenas festejar, o encontro dos fiéis foi uma forma de manifestação de fé, louvor, agradecimento e, sobretudo, de incentivo a juventude, que num mundo cheio de incertezas precisa de se posicionar com coragem para conseguir viver na verdade de Cristo”, lê-se no sítio da arquidiocese paulista.
A grande festa aconteceu das 9 da manhã as 9 da noite, no Campo de Marte, zona norte de São Paulo. Na abertura, o cardeal D. Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo, falou com entusiasmo sobre a jornada: “A Igreja tem fé na juventude, que possui um coração generoso e o desejo de construir um mundo melhor para si e para as próximas gerações”.
O encontro contou com testemunhos e vídeos de Madrid – as emoções ainda estão frescas – encenações, confissões, adoração do Santíssimo e concertos musicais.
O ponto alto da festa foi a chegada dos símbolos da JMJ, a Cruz e o ícone, que, levados por jovens pelo corredor central do recinto, emocionaram os milhares de fiéis.
A grande cruz de madeira, com 3,8 metros de altura e 31 kg de peso, foi oferecida por João Paulo II aos jovens católicos em 1984 e desde então tem passado por dezenas de países, em peregrinação. É conhecida como “Cruz do Ano Santo”, “Cruz do Jubileu”, “Cruz da Jornada Mundial da Juventude”, “Cruz dos Jovens”, “Cruz Peregrina” e é entregue no final de cada JMJ pelos jovens do país anfitrião aos organizadores da Jornada seguinte. A cruz é acompanhada por um ícone de Maria, que mede 118 cm de altura e pesa 15 Kg.
Até ao arranque das JMJ 2013, no Rio de Janeiro, a cruz e o ícone vão realizar uma peregrinação, marcada por diversas iniciativas de carácter religioso e cultural nas 274 dioceses brasileiras.
