Câmara de Estarreja adere à vigilância nocturna

Dados da GNR revelam aumento da criminalidade A Câmara Municipal assinou um protocolo com a SEMA (Associação Empresarial de Estarreja, Murtosa, Albergaria e Sever), para a implementação do serviço de vigilância nocturna no centro urbano da cidade de Estarreja.

Estão contemplados nas rondas nocturnas os seguintes edifícios públicos: Paços do Concelho e edifícios adjacentes, Biblioteca, Cine-Teatro, Casa da Cultura, Parque do Antuã, Piscina, Pavilhão, Mercado Municipal, Novos Armazéns na Póvoa de Baixo e a futura Piscina.

Desde o início de Janeiro, aderiram ao serviço da SEMS 80 comerciantes. O comerciante aderente paga 10 euros por mês, para ver assegurada a segurança do seu estabelecimento entre as 22h e as 6h.

A insegurança em Estarreja esteve em foco na sessão de assinatura do protocolo, aberta à imprensa, onde foram apresentados números que revelam um aumento de criminalidade no último ano.

Dados referentes aos postos da GNR de Estarreja e de Avanca mostram que em 2007, até 30 de Novembro, houve 942 crimes (774 em 2006), 208 detenções (123 em 2006) e 2702 contra-ordenações (2217 em 2006).

O presidente da Câmara, José Eduardo Matos, voltou a sublinhar a falta de meios humanos e de recursos físicos da GNR e defendeu a manutenção do posto de Avanca, bem como obras de beneficiação.

Sistema de videovigilância

O vice-presidente da autarquia, Abílio Silveira, anunciou a implementação de um sistema de videovigilância. De forma preventiva, o objectivo é assegurar a vigilância dos edifícios e equipamentos municipais. O processo aguarda licenciamento pelo Ministério da Administração Interna. O sistema escolhido preenche todos os requisitos para o licenciamento, considerando a privacidade das pessoas, conforme a Lei nº1/2005, de 10 de Janeiro.

As primeiras câmaras de vídeo já estão instaladas no Parque Municipal do Antuã e nos Paços do Concelho. O sistema será alargado a outros espaços municipais em Avanca, como o Parque Municipal do Mato e a Casa Museu Egas Moniz. A ideia é alargar gradualmente a videovigilância.

Esta medida reflecte “a preocupação permanente com o património municipal e com a segurança das pessoas. O nosso património é cada vez maior e os actos de vandalismo também são muitos. Com este sistema queremos contribuir para a qualidade de vida e para a segurança dos munícipes”, explicou Abílio Silveira.