“Vale a pena saber que há gente de coração largo”, gente que é “porto seguro” para crianças que ninguém quer, para “pobres sem pão”, para “vidas sem sentido”. “Vale a pena saber que há homens e mulheres que contemplam Deus”, para que todos “possam respirar um ar mais saudável”, que há pessoas que têm “tesouros belos escondidos pelo barro frágil da humanidade”. Com estas palavras, D. António Francisco realçou a vida dos consagrados e consagradas, durante a Eucaristia a que presidiu na Sé de Aveiro, no último Domingo, 1 de Fevereiro. Celebrava-se, por antecipação, o Dia do Consagrado, que se comemora a 2 de Fevereiro, festa litúrgica da Apresentação do Senhor.
Partindo das leituras escutadas, o Bispo de Aveiro realçou dois percursos “marcados pela Palavra de Deus”: o de Moisés, com a “coragem de libertador e a disponibilidade de quem se sente enviado”; e o de Paulo, feito de “despojamento e liberdade”. Os dois convidam a ser “esperança no mundo”, particularmente agora, com o “aumento de pobres e de desalento”, porque “é necessário partilhar do que sobeja para que todos tenham aquilo que é necessário”, realçou D. António Francisco.
Candidatos às ordens
Na cerimónia, foram apresentados três “candidatos às ordens sacras”: José Carlos Lopes, de Ribeira de Fráguas; Michael Alberto Santiago, de Vale Maior; e Celestino de Sousa Matos, de Beduído, todos a frequentar o Seminário Maior de Coimbra.
O Bispo de Aveiro adiantou que a apresentação daqueles que são “esperança para todos nós” é um “gesto pedagógico”, para que o Seminário saiba do “acolhimento e alegria” da Diocese e para que os candidatos sejam “confiados à oração de todas as comunidades religiosas”, largamente representadas na Eucaristia.
Celebrando-se, também, o Dia da Universidade Católica, o Bispo de Aveiro lembrou o papel da instituição na formação cristã e realçou que na Diocese o Instituto Superior de Ciências Religiosas (ISCRA) tem esta “primeira responsabilidade”.
No último momento da celebração, o P.e Manuel Barbosa, padre dehoniano que preside ao organismo representativo dos institutos religiosos presentes em Portugal, disse haver no nosso país cerca de 7000 religiosos e religiosas (400 mil na Europa e cerca de 1 milhão no mundo), distribuídos por 140 institutos, em 900 comunidades. Os religiosos e consagrados estão “bem inseridos nas igrejas locais”, referiu, e representam a “pluralidade e riqueza de carismas” que são próprias da Igreja.
J.P.F
