Carmelo de Aveiro em festa com profissão solene da Irmã Mónica

No dia 31 de Janeiro, no Carmelo de Cristo Redentor, em S. Bernardo, a Irmã Mónica Sofia de Santa Teresinha fez a sua profissão solene

“Demos graças a Deus pela bênção que a vida consagrada constitui para a Igreja e para o mundo. Quando respondem a uma vocação, a um apelo profundo, os Consagrados(as) comprometem-se com entusiasmo e generosidade. Não lhes faltou verdade e alegria na primeira decisão que o tempo foi fortalecendo, purificando e cinzelando”, afirmou D. António Francisco, na celebração da profissão solene da Irmã Mónica, no Carmelo de Cristo Redentor, no dia 31 de Janeiro, em S. Bernardo, Aveiro. A celebração significou também o início da Semana da Vida Consagrada (31 de Janeiro a 7 de Fevereiro).

O Bispo de Aveiro apontou na homilia algumas notas biográficas e justificou o nome escolhido pela religiosa: “(…) Damos graças a Deus pela Irmã Mónica Sofia de Santa Teresinha, que nas recordações mais distantes da origem da sua vocação lembra a primeira religiosa que viu numa paragem de autocarro e tem deste momento a intuição de «que esta é uma pessoa que está perto de Deus» ou quando depois de ler «História de uma Alma», de Santa Teresinha do Menino Jesus, escolhe como lema e como opção de vida, a exemplo desta Santa Carmelita de Lisieux e Padroeira das Missões: «Venho para o Carmelo para salvar almas e rezar pelos sacerdotes»”.

A Irmã Mónica Sofia de Santa Teresinha, de 27 anos, é natural de Fermentelos, tendo entrado no Carmelo de Cristo Redentor no dia 29 de Junho de 2004. Antes da profissão solene passou por um espaço de formação de cinco anos.

Na celebração, estiveram dois bispos, 25 sacerdotes, incluindo o pároco da nova professa, três diáconos e cerca de trezentas pessoas, muitas delas de Fermentelos, que enchiam por completo a igreja do convento e o espaço exterior, onde a celebração foi acompanhada por meio de um ecrã.

Em dia de abertura da “semana dos Consagrados(as)”, o Bispo de Aveiro realçou o valor das comunidades religiosas: “Uma Comunidade religiosa de vida contemplativa faz diariamente, por mais estranho que pareça, experiência desta missão profética de Jeremias [referência à liturgia da Palavra desse domingo] onde a certeza de que de Deus veio o chamamento e a missão dá a necessária fortaleza e a permanente coragem para a fidelidade e para o cumprimento do mandato recebido de Deus. Só Deus conhece bem o coração humano e só Ele inspira as dimensões de generosidade e de dom que uma vocação contemplativa supõe e exige.

Uma Comunidade religiosa contemplativa é expressão fiel deste dom do amor de Deus por cada um dos seus membros de que nos falava S. Paulo que se faz caminho de perfeição em dom gratuito e generoso de vidas entregues a Deus como fermento de um mundo novo.

Uma Comunidade religiosa contemplativa é o espelho do amor de Deus pelo mundo, em vidas semeadas em oásis de oração e de bênção a dizer-nos que Deus habita no coração da cidade e de que a santidade percorre os caminhos da humanidade.

Uma Comunidade religiosa contemplativa lembra-nos que aí se vive e cumpre a palavra de Jesus no Evangelho de hoje: «Vós sereis meus amigos se fi-zerdes o que Eu vos ordeno»”.

D. António Francisco lembrou ainda que no dia 8 de Dezembro de 2009 fez a sua profissão solene, no Carmelo de Coimbra, a Irmã Lúcia da Imaculada Conceição, natural da paróquia de Esgueira.