Catequista é o chamado a ser sal das novas realidades num mundo vazio

Num projecto de experiência “O catequista hoje é um testemunho de Jesus Cristo, uma experiência de Deus que verte gota a gota esta experiência no coração das crianças. Catequista é um educador da Fé.”

Assim se exprimiu o nosso Bispo ao Correio do Vouga no fim da sua exposição na abertura do Ano Catequético, em assembleia que superlotou o salão do seminário de Santa Joana Princesa. Mais de quatrocentos catequistas, desde o litoral ao lugar mais recôndito, de terras do Préstimo, ou da planura de São Jacinto a terras da Bairrada estiveram presentes numa demonstração de que a Diocese de Aveiro tem uma boa cobertura de gente que se dedica, efectivamente, a ser educador da Fé nos tempos de hoje para os tempos de hoje, preparando-se para as do amanhã.

“A Diocese, graças a Deus (como nos referiu D. António), tem catequis-tas suficientes (mais de três mil espalhados pelas 101 Paróquias) com muita generosidade, dedicação, mas precisam cada vez mais de estar actualizados.

A temática desenvolvida, reflecti-da do Bispo da Diocese com a assem-bleia, foi: “Os valores evangélicos na educação cristã, como Expe-riência de Deus”.

Referiu-se a uma experiência, como algo vivido ou “experimentado” tornando-se sempre um sentimento que perdura e que afecta, de algum modo, a nossa vida.

“A catequese, mais que um ensinamento de doutrina, é um processo educativo da fé, em ordem à sua vivência cristã diária, um espaço propício para provocar nas crianças e nos adolescentes momentos de experiência de Deus, marcantes de uma vida para quem Deus é Pai e Senhor e os outros são irmãos, fruto do mesmo amor,” disse o nosso Bispo, adiantando que “conhecer Jesus não é apenas saber da Sua vida e da Sua História, mas, antes de mais, é esforçar-se por seguir o Seu exemplo…” Transportando esta experiência de Deus para o catequista, D. António reforçou que “toda a acção de um catequista tem de se apoiar, antes de mais nada, no seu testemunho pessoal, que só é válido e consistente se for fruto da sua experiência pessoal de Deus. O catequista como que verte, gota a gota, no coração do catequizando, a sua experiência de fé, de como o Senhor é bom, está presente à sua vida, acolhe com amor os seus êxitos e fracassos, o vai prendendo a si, aconteça o que aconteça”, adiantando que “ a Cruz e a Eucaristia serão sempre na Igreja o livro aberto e eloquente que mais moverá a experiência de Deus.”

Em conclusão:” o catequista é o que expõe a verdade de modo a que ela se transforme em vida, e está atento à vida para que seja iluminada pela verdade. É nesta pedagogia que acontece a experiência de Deus e que Deus se faz experiência construtiva de cada um dos seus filhos.”

Catequista, hoje

O catequista, hoje, tem de ter uma função não só

doutrinal mas, essencialmente, social.

O catequista é também um complemento da família que hoje não há, um complemento da sociedade. A missão

do catequista é extremamente difícil porque tem de juntar num só várias pessoas: O professor, o educador da fé, pai e mãe e já muitas vezes os avós”, disse-nos o catequista

de Barrô, do Arciprestado de Águeda.