Como dar a conhecer a nova legislação ambiental? Como melhorar a comunicação entre agrupamentos e outros órgãos do CNE? Estas são algumas das questões que vão estar em cima da mesa do Cenáculo que vai decorrer em Aguada de Cima, na junta de Freguesia, nos dias 5 e 6 de Março, e que reúne três dezenas de caminheiros da Região de Aveiro.
João Figueiredo, caminheiro do agrupamento da Branca e um dos elementos da organização, refere que “a questão da legislação é muito importante, porque há restrições quanto a acampamentos e fogos”, dois aspectos essenciais na vida dos escuteiros. Outro assunto que o escuteiro da Branca sublinha é o da insígnia mundial (Scout World Award), atribuída a quem desenvolve “projectos de cariz social, como a limpeza de uma mata, ou a recolha de fundos para uma instituição social”.
O Cenáculo é uma estrutura de debate e partilha para os escuteiros mais velhos, que tanto se realiza a nível nacional (ainda em Março será conhecida a data do próximo) como pelas regiões. Em Aguada de Cima, o cenáculo assumirá a forma de “concílio dos deuses”, aquele episódio n’”Os Lusíadas” em que as figuras mitológicas discutem a sorte dos portugueses. No entanto, como os escuteiros são católicos, logo, monoteístas, os comunicados de preparação deste Cenáculo terminam com uma invocação ao Deus Uno: “Que Deus nos ajude a ter capacidade para aceitar o que não se pode mudar, coragem para mudar o que é preciso e sabedoria para reconhecer a diferença”, lê-se no comunicado que convoca os Caminheiros.
J.P.F.
