Primeiro serviço do “Espaço Vida”, na Palhaça, começa esta semana a receber portadores de deficiência profunda. A casa custou 450 mil euros e já está paga
Inaugurado no domingo passado, o Centro de Actividades Ocupacionais (CAO) da Palhaça começa esta semana a receber portadores de deficiência profunda. Para já, apenas seis ou sete, até atingir as duas dezenas para que a casa está preparada.
Na inauguração desta obra que pertence ao Centro Social Paroquial de São Pedro da Palhaça (CSPSPP), perante o Bispo de Aveiro, o director distrital da Segurança Social, autarcas e centenas de populares, o P.e José Augusto Pinho Nunes destacou que a “infra-estrutura é moderna e inovadora” e vai prestar “um serviço necessário e desafiante”. O pároco e presidente da direcção do CSPSPP realçou, no entanto, que o CAO é apenas a primeira etapa do complexo social que está a nascer junto ao pavilhão desportivo (ADREP). O complexo chama-se “Espaço Vida” e inclui uma creche e um lar de idosos, já em construção, prevendo-se as inaugurações para Maio e Dezembro de 2010, respectivamente.
Celestino de Almeida, director regional da Segurança Social, notando que aquele seria o último acto do seu mandato (visto que o novo governo tomaria posse na segunda-feira, 26, podendo ou não reconduzi-lo no cargo), destacou o dinamismo do CSPSPP. Este centro social e uma outra instituição de Oliveira de Azeméis foram os únicos que no distrito de Aveiro conseguiram ver aprovadas três propostas apresentadas no âmbito do programa PARES (programa estatal de alargamento da rede social). O director regional destacou o alcance da união entre instituições de solidariedade social, poder autárquico e poder central. “Quando há um esforço tripartido, conseguimos grandes obras de resposta social”, disse.
Mário João Oliveira, presidente da Câmara de Oliveira do Bairro, deu os parabéns aos palhacences, porque souberam “pedir, prever e lutar por obras em prol das principais obras que são as pessoas”, e lamentou não poder ajudar a instituição tanto como esta exige. “Temos muitas e muitas obras no município e isso é bom. Gostamos de apoiar todos, por isso temos de repartir”, disse.
D. António Francisco, Bispo de Aveiro, benzeu as instalações e sublinhou que a obra é uma “marca de criatividade solidária”. “Ter horizontes mais largos exige que se pense na-queles em que menos se pensa”, disse, referindo-se aos futuros utentes do CAO.
Jorge Pires Ferreira
Edifício amigo do ambiente
O CAO, cuja primeira pedra foi lançada no dia 23 de Maio de 2008, vai ter 10 funcionários para 20 utentes oriundos de Oliveira do Bairro, Aveiro e Vagos. Tem como directora técnica Catarina Loureiro.
A casa custou 450 mil euros e “já está paga”, realçou P.e José Augusto. Este montante foi financiado em 60% pelo PARES, mas não comporta o que foi gasto nos arranjos exteriores, que o CSPSPP assumiu.
O CAO é um “edifício verde”, ambientalmente certificado. Tem aproveitamento das águas residuais, sistemas inteligentes de iluminação e aquecimento central à base da energia solar.
