Empresas e estudos relativos ao mar e à pesca têm em Ílhavo um centro de apoio às suas actividades.
Com a inauguração do Centro de Investigação e Empreendedorismo do Mar do Município de Ílhavo (CIEMar Ílhavo), no passado sábado, o Museu Marítimo de Ílhavo (MMI) deu mais um passo decisivo para se tornar num caso único na museologia marítima a nível mundial ao ter museu clássico (exposição de coleções permanentes), arquivo / centro de documentação (vocacionado para a investigação) e “espaço vivo” (o futuro aquário dos bacalhaus, a inaugurar mais para o final do ano), três componentes que não existem em mais nenhum museu.
Instalado no restaurado e remodelado edifício do antigo Colégio / Escola Preparatória, o CIEMar ficará ligado internamente ao futuro Aquário dos Bacalhaus (que também acolherá as reservas do museu), ligação que seguirá até ao edifício do Museu Marítimo de Ílhavo.
O CIEMar assume-se como uma unidade de investigação nas áreas da história marítima, da antropologia marítima e da geografia marítima e ainda de investigação pluridisciplinar sobre conteúdos e patrimónios materiais e imateriais representados no MMI.
DocMar, MarInfo e ForMar Ílhavo são as três áreas que integram o CIEMar, espaço onde neste momento também está instalada a equipa técnica que coordena o projeto e construção do Parque de Ciência e Inovação (PCI).
Com cerca de cinco quilómetros lineares de prateleiras, o DocMar é um arquivo de temática marítima de importância internacional, que acolhe arquivos de entidades diversas, de empresas e particulares, com destaque para os fundos documentais de Octávio Lixa Filgueiras, da Comissão Reguladora do Comércio do Bacalhau, da Administração do Porto de Aveiro e de empresas ligadas às pescas.
A MarInfo é uma incubadora de empresas de conteúdos em cultura do mar. A unidade está direcionada para a produção de conteúdos em cultura do mar, que podem ser aplicáveis a museus e a outras instituições culturais, científicas e educativas.
A ForMar visa, através da educação informal, socializar grandes temas de cultura marítima e de partilhar resultados de investigação do CIEMar em articulação com outros agentes e instituições.
Protocolos de cooperação
Na cerimónia de inauguração do CIEMar foram assinados protocolos de cooperação e de investigação científica com duas instituições universitárias: o CITCEM (Centro de Investigação Transdisciplinar “Cultural, Espaço e Memória”), da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, e o CESAM (Centro de Estudos do Ambiente e do Mar), da Universidade de Aveiro.
Igualmente, foi assinado um protocolo de cooperação com a APA (Administração do Porto de Aveiro), o qual inclui também o depósito do arquivo documental da APA no DocMar do CIEMar. Foi ainda assinado com a família do arquiteto Octávio Lixa Filgueiras o protocolo de doação definitiva do seu espólio documental ao DocMar, espólio esse que já se encontrava em depósito no MMI desde há cinco anos, seguido pelo lançamento do Prémio de Estudos em Cultura Marítima Octávio Lixa Filgueiras.
Em data oportuna, será assinado um protocolo com o CEIS20 (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX) da Universidade de Coimbra, com objetivos idênticos aos estabelecidos com o CITCEM e o CESAM. Ainda no sábado, no MMI, foi inaugurada a exposição Viagens na Coleção do Museu Marítimo de Ílhavo (1922-1937).
Cardoso Ferreira
Navio-Museu Santo André pintado
e melhorado reabriu ao público
No domingo, o Navio Museu Santo André reabriu ao público após um período nos estaleiros para trabalhos de reparação e pintura do costado e dos mastros, assim como isolamento do convés.
O horário de visita deste navio museu, associado ao Museu Marítimo de Ílhavo, é das 10 às 18 horas, de terça-feira a sexta-feira, e das 14h às 18h, ao sábado e domingo. O interior do navio beneficiou de melhoramentos ao nível dos espaços do circuito expositivo.
