Ao comemorar oito anos de existência (2 de Junho de 2000), o Centro Social e Paroquial de Santo André de Esgueira abençoou a primeira pedra da nova etapa: a construção de uma creche para 66 crianças, que possibilitará, igualmente, alargar os serviços prestados nas instalações actuais aos idosos. A nova creche começará a ser construída dentro de dias pela empresa Savecol, no terreno contíguo às instalações situadas ao junto à capela de Mataduços. A creche custará 750 mil euros, sendo a construção comparticipada em 400 mil euros pelo Programa de Alargamento da Rede de Equipamentos Sociais (PARES).
Na cerimónia presidida pelo Bispo de Aveiro, na passada segunda-feira, marcaram presença responsáveis, amigos e utentes desta instituição de solidariedade social, bem como boa parte do executivo camarário, que nesse dia autorizou o início das obras, o governador civil, a presidente da Junta de Freguesia e o director do Centro Regional da Segurança Social.
P.e Joaquim Martins, pároco de Esgueira, recordou que há oito a instituição a que preside era “semente” com “vontade de ser resposta aos problemas sociais” e hoje acolhe 20 crianças em creche e 20 no ATL, mais 20 idosos no centro de dia, prestando apoio domiciliário a outros 30, mesmo sem o apoio da Segurança Social (há acordo, mas apenas para 15), porque, como afirmou, o Centro “não pode fechar os olhos aos idosos”, “os mais pobres entre os pobres”, por vezes “em solidão”. Referiu ainda que a partir de Setembro o Centro apoiará com refeições uma escola do ensino básico. Também esse serviço se insere no serviço geral da Igreja à sociedade. “Queremos ser o rosto visível do apoio da Igreja às pessoas”, afirmou P.e Joaquim Martins. “É essa a nossa missão e o nosso orgulho”, frisou.
Celestino de Almeida manifestou “regozijo e contentamento” pela obra a iniciar e realçou os benefícios do programa PARES, que visa dotar o país de apoios para os dois períodos da vida “mais críticos”, a infância e a terceira idade. Segundo o director regional da Segurança Social, o distrito de Aveiro tem-se destacado na procura deste tipo de respostas, sendo canalizados do Estado, por mês, 7,7 milhões de euros para o funcionamento das instituições – número que corresponderá a somente 50 por cento das necessidades reais das instituições, que têm de recorrer a mensalidades dos utentes e a financiamento próprio, normalmente junto das comunidades em que se inserem.
Élio Maia, manifestando o apoio da Câmara a que preside, lembrou que “mais importantes do que as pedras das estradas, dos muros e das casas, são as pedras vivas, que são os jovens e os idosos”.
Filipe Neto Brandão, por seu turno, lembrou que as IPSS “promovem a justiça social entre os homens”. “Numa altura em que alguns elevam o egoísmo e o individualismo à categoria de virtude, não é por de mais enaltecer e reconhecer o trabalho meritório dos que se dedicam aos outros”, afirmou o governador civil.
D. António Francisco concluiu o acto, presenciado também por idosos e crianças (que aguentaram com muita calma uma sessão que durou uma boa hora), realçando que a “Igreja é elo, vínculo e ponte entre todas as instituições que servem a causa do bem”. O Bispo de Aveiro notou que embora a Igreja tenha “gestos paradigmáticos”, o seu serviço “aos mais pobres e carenciados” é “atitude permanente”.
J.P.F
