Cinco minutos para pensar

Colaboração dos Leitores Sugeria um simples e curto exercício: questionar o que se tem como certo.

Será que tudo o que ouvimos, pelos amigos, pelos colegas de profissão, pela televisão, pela rádio e o que lemos nos jornais e revistas terá correspondência com a realidade?

Será que as novas tecnologias de comunicação, como a Internet com os e-mails, blogues e Hi5, entre outros, de rápida e incontrolada disseminação informativa, inspiram alguma credibilidade?

Será que os acontecimentos divulgados têm a dimensão e o enquadramento com que são relatados?

Será que o tempo, em que os factos ou os temas abordados, não terá relação com os efeitos que se querem provocar com essa informação?

Perturbar, inquietar, recear, dispersar, numa manipulação persistente em que todos ficamos mais inseguros, vivendo numa ansiedade permanente, desvalorizados, descrentes e fatalistas em si próprios e no futuro.

Que fazer nesta sociedade de saturante e deturpada informação?

Um denominador comum atravessa a vivência da sociedade ocidental. Deixando de acreditar em si, desagregando a sua estrutura individual e desestruturando o seu enquadramento familiar, social e profissional, o indivíduo torna-se mais frágil e permeável a novas influências, com base em falsas, mas aparentemente lógicas e racionais teorias de modelos vida.

Assim, cada pessoa na simplicidade do seu ser, reflectirá confiante nos seus valores e no seu saber, com a coragem que habita em todos e acreditará na sua capacidade para tomar as suas decisões e determinar o seu futuro, preocupando-se também com o seleccionar da sua recolha informativa, elaborada por profissionais íntegros, honestos e responsáveis, que lutam permanentemente e de forma esforçada por um desempenho ético na comunicação social.

A. Manuel dos Santos