Bento XVI canonizou no domingo, 11 de Outubro, no Vaticano, cinco novos santos da Igreja Católica, afirmando que os mesmos são um exemplo para os fiéis de todo o mundo. Apresentam-se sumariamente estes novos exemplos, com base nas palavras do Papa proferida na ocasião
Segismundo Felinski
1822-1895
Polaco, arcebispo de Varsóvia, fundador das Franciscanas da Família de Maria, “grande testemunha da fé e da caridade pastoral em tempos muito difíceis para a nação e para a Igreja na Polónia”. Por ordem do Czar russo, este Santo passou vinte anos exilado e nunca mais pôde regressar à sua diocese.
Francisco Coll
1812-1875
Dominicano, da Catalunha, fundador das Irmãs Dominicanas da Anunciada. “A sua paixão – sublinhou o Papa – era a pregação, em grande parte de maneira itinerante e seguindo a forma de «missões populares», para ajudar as pessoas a um profundo encontro com Deus”.
Damião de Veuster
1840 – 1889
Padre da Congregação dos Sagrados Corações de Jesus e de Maria. Com 23 anos, deixou a sua Flandres natal partindo como missionário para as Ilhas Hawai, em pleno Pacífico. “Não sem receio e repugnância fez a escolha de ir para a Ilha de Molokai, ao serviço dos leprosos que aí se encontravam, abandonados de todos. Assim se expôs à doença de que eles sofriam”.
Rafael Baron
1911 -1938
Oblato trapista, falecido, com 27 anos. “O Irmão Rafael, ainda perto de nós, continua a oferecer com o seu exemplo e as suas obras um percurso atraente, especialmente para os jovens que não se conformam com pouco, aspirando à plena verdade, à mais indizível alegria, que se alcançam pelo amor de Deus”.
Joana Jugan
1792-1879
Pôs-se ao serviço das pessoas idosas mais desfavorecidas, dando origem à congregação das Irmãzinhas dos Pobres. Sentiu a “preocupação pela dignidade dos seus irmãos e irmãs em humanidade que a idade torna vulneráveis, reconhecendo neles a própria pessoa de Jesus”. “Levou-lhes o olhar de compaixão” que brotava da “sua profunda comunhão com Deus”.
