No seguimento das parcerias realizadas (algumas ainda em curso) nos últimos anos, a Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro (CIRA) e a Universidade de Aveiro (UA) assinaram, na passada sexta-feira, na sede da CIRA, um acordo de cooperação que visa estabelecer, “num período máximo de quatro meses” e através da participação activa da presidência do conselho executivo da CIRA e da reitoria da UA, os princípios que presidirão à celebração de um novo “Contrato de Parceria”, que se assuma como verdadeiro “Compromisso com o Futuro da Região”.
Esse “contrato de parceria” deverá enquadrar e operacionalizar o “acompanhamento e valorização das acções em curso”, a “adopção de novas áreas de actuação conjunta, designadamente explorando a pertinência regional e local das áreas prioritárias da agenda global” e a “definição das linhas orientadoras para a mobilização de outros parceiros e para a consolidação de plataformas inter-institucionais de promoção da sociedade do conhecimento que sustente as dinâmicas de desenvolvimento regional e o bem estar das comunidades locais”.
O acordo de cooperação assinado pelo presidente da CIRA, Ribau Esteves, e pela reitora da UA, Maria Helena Nazaré, dá continuidade aos trabalhos desenvolvidos em parceria pelas duas entidades, os quais traduziram-se “num reforço da capacidade das autarquias locais em aspectos muito relevantes para o seu desempenho como motores de desenvolvimento local e regional”, bem como num “reforço da capacidade da UA em aspectos muito relevantes para o seu desempenho como motor de desenvolvimento regional e nacional”.
C.F.
A UA é uma exigência de Aveiro
A Universidade veio para Aveiro porque “as pessoas desta região assim o quiseram”, afirmou Maria Helena Nazaré, realçando que foram os aveirenses que conseguiram levar os poderes políticos, instalados em Lisboa, a “criar esta universidade”, pelo que “a Universidade de Aveiro tem consciência que só existe porque a região assim o quis”.
Na primeira fase da sua existência, a UA teve como principal preocupação a função Ensino / Educação, seguindo depois, na fase seguinte, para uma forte componente na investigação. A fase em que se encontra actualmente aposta na inovação, que o exemplo máximo é o Parque de Ciência e Tecnologia.
Nesta terceira fase, a reitora diz haver um “retornar à região”, com a UA a “cooperar no desenvolvimento da região”, porque “a UA, servindo a sua região, serve também a sua missão. A universidade moderna não pode dissociar-se da região onde se insere”.
