CIRA quer alternativas às A25, A17 e A29

O presidente da Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro (CIRA), Ribau Esteves, afirmou que a CIRA não está contra a introdução de portagens nas auto-estradas A25, A17 e A29, que atravessam a região, desde que haja estradas alternativas para receber, com segurança, o tráfego rodoviário que irá sair daquelas auto-estradas portajadas, nomeadamente a EN109 (Mira / Espinho) e EN16 (Aveiro / Viseu), bem como “discriminação positiva” para as populações abrangidas pelos troços que irão ser portajados.

A cerca de quinze dias do prazo previsto para a introdução de portagens nos troços da A25, da A17 e da A29 que atravessam a região de Aveiro, Ribau Esteves sublinhou que ainda não há informações detalhadas sobre as isenções previstas para as populações que residem a menos de dez quilómetros dessas auto-estradas, designadamente se as isenções ocorrem em toda a via ou só nos troços situados nos respectivos municípios.

Igualmente, persistem dúvidas sobre a aplicação do factor PIB per capita na aplicação das isenções, incluindo saber qual o PIB (municipal, regional ou de que ano) que será tido em conta para estabelecer essas isenções. Por isso, o presidente da CIRA considerou que o índice de consumo da população de cada conselho deveria ser o critério de avaliação e não o PIB per capita, tanto mais que este não reflecte a realidade social das populações.

Sobre a A25, Ribau Esteves disse que o recente acidente nas Talhadas mostrou que não há alternativa à A25, pelo menos no que se refere ao tráfego de pesados. A par disso, a A25 é o principal eixo rodoviário para as exportações portuguesas, pelo que defendeu um regime especial para as empresas de transportes de mercadorias que usam frequentemente a A25 para as suas actividades.

Até 2012, ano em que deverá terminar o período transitório de isenções de portagens, o presidente da Região de Aveiro espera que o Governo concretize o previsto eixo alternativo à A17 / A29, com a construção das variantes à EN109.

Quanto ao uso do chip, Ribau Esteves mostrou-se favorável, uma vez que terá de haver um sistema que identifique os residentes de cada concelho para que possam usufruir das isenções e reduções nos custos das portagens.

C.F.