O clero do arciprestado de Águeda mostra-se “consternado e entristecido” e “repudia, veementemente, todos os actos de vandalismo e usurpação que vários cemitérios localizados em território arciprestal têm sido alvo”.
Num comunicado saído da reunião dos padres e diáconos das 19 paróquias de Águeda, o clero considera que a crise económico-financeira que o país atravessa “não pode ser justificação e desculpa” para actos que, “além criminosos, manifestam um grave desrespeito pela memória dos antepassados”. “Estes crimes reflectem uma certa mentalidade actual, insensível e desrespeitadora, apostada em extirpar os valores do humanismo cristão, como a dignidade humana, a fraternidade, a solidariedade e o amor”, dizem.
Foram vários os cemitérios vandalizados nos últimos tempos na região de Águeda e noutros locais, entre os quais se encontram os de Giesteira, A-dos-Ferreiros, Macinhata, Lamas, conforme disse ao Correio do Vouga o diácono José António Carneiro.
O clero aguedense reconhece que “os cemitérios são espaços de jurisdição autárquica”, mas simultaneamente “local sagrado” para os cristãos, pelo que assume o compromisso de “alertar e sensibilizar o Povo de Deus (…) para um cuidado redobrado e maior cautela quanto a bens pessoais e familiares” e faz votos para que “as autoridades competentes tenham à sua disposição os recursos humanos e os efectivos necessários para maior vigilância destes espaços”.
