Clube “Um por todos” promoveu “Ser solidário é fixe”

Na EB 2.3 da Gafanha da Encarnação Na Escola EB 2.3 da Gafanha da Encarnação, decorreu o Espaço Solidário – “Ser solidário é fixe”, promovido pelo Clube “Um por todos”, um clube de ajuda humanitária surgido naquela escola no âmbito da disciplina de Educação Moral Religiosa Católica (EMRC), ministrada pela professora Berta Silva.

Esse espaço solidário consistiu num bazar / venda, que teve a colaboração de cinco instituições, cujas receitas reverteram para essas mesmas instituições: a APARF – Associação Portuguesa dos Amigos de Raoul Follereau, Cáritas – “10 Milhões de Estrelas”, UNICEF, “Por uma nova África” – Congregação das Religiosas Reparadoras de Nossa Senhora das Dores de Fátima, Associação Gato de Rua, a que se juntou um peditório a favor da AMI – Associação Médica Internacional.

O bazar foi uma experiência, explicou Berta Silva, ao dizer que “resolvemos pedir às instituições objectos que os alunos pudessem comprar, com preços acessíveis. Se houver uma nova oportunidade de voltarmos a fazer um bazar deste género, iremos abri-lo a toda a comunidade escolar”.

Apesar disso, o bazar rendeu entre seiscentos e setecentos euros, verba que foi repartida pelas instituições participantes. A docente sublinhou que normalmente os alunos não levam dinheiro para a escola porque utilizam o cartão interactivo, motivo pelo que “têm que pedir o dinheiro aos pais e justificarem onde o gastam”.

Todos os anos, o Clube “Um por todos”, da EB 2.3 da Gafanha da Encarnação, ajuda uma ou mais instituições, mas “de uma forma mais pontual, não através de uma campanha”, sublinhou Berta Silva, que prosseguiu: “nós participámos no peditório da AMI. Em Janeiro, quando for o peditório a favor dos leprosos, a APARF irá ter a nossa colaboração. Este ano, com este bazar, resolvemos juntar várias acções numa iniciativa mais alargada, também para mostrarmos aos alunos um pouco de cada uma dessas instituições participantes. Os alunos fizeram uma apresentação em ‘power point’ com os objectivos e finalidades de cada instituição”.

Esta iniciativa visou também “envolver os alunos ao nível pedagógico, para que possam desenvolver as suas competências específicas”. Por isso, a docente realçou o facto da exposição ter sido montada pelos alunos. Na decoração do espaço, os alunos tiveram a ajuda da professora Orlanda, de Educação Visual. Também coube aos alunos a responsabilidade de vender e de fazer a contabilidade da receita.

Berta Silva disse que, no final da iniciativa, houve uma reflexão para “saber o motivo porque algumas pessoas respondem mal quando são abordadas educadamente para colaborarem”, bem como para “analisar os lucros, para sabermos o que rendeu mais e o que rendeu menos”, e para “tentar perceber porque é que as pessoas compraram mais um determinado tipo de objectos do que outros”. A par disso, a iniciativa foi o mote para os alunos reflectirem “sobre o motivo porque trazem menos dinheiro para a escola, ajudá-los a compreender que há prioridades e que não podem gastar o dinheiro conforme querem, porque há pais desempregados, há muitas despesas prioritárias e que não podem consumir sem pensar duas vezes antes de gastar”.

Os professores e os funcionários também aderiram bem à campanha, tal como alguns pais que foram à escola enquanto decorreu o bazar. Também a colaboração do conselho executivo da escola mereceu referência positiva por parte de Berta Silva.