Centenário do Escutismo No dia 26 de Março, o Recinto do Santuário viveu uma manhã de festa, com um colorido fora do habitual, proporcionado pelos escuteiros das vinte regiões do Corpo Nacional de Escutas (CNE), da Associação de Escuteiros de Portugal e da Fraternidade Nuno Álvares – associação de antigos escuteiros do CNE, seus familiares e amigos, no início das comemorações do centenário do escutismo.
Durante a homília, D. António Carrilho, bispo auxiliar do Porto e presidente da Comissão Episcopal do Laicado e Família, dirigiu-se, em separado, aos lobitos, aos exploradores, aos pioneiros, aos caminheiros, aos dirigentes e aos escuteiros marítimos. De cada vez que era pronunciado um grupo, levantavam-se no ar os lenços coloridos que identificam cada grupo e batiam-se as palmas.
Todos os escuteiros foram convidados a caminhar na fé, no amor fraterno, na construção de um homem novo, “construindo o templo do Escutismo, fazendo do Escutismo Católico uma verdadeira escola de comunhão”.
A escolha do Santuário de Fátima para início destas comemorações nacionais, integradas nas internacionais, pretendeu, realçou D. António Carrilho, vincar a ligação dos escuteiros a Maria, “Mãe dos Escutas”. O Escutismo “nasceu em Maio e foi no seu início colocado sob a protecção de Maria”, afirmou o Bispo.
Antes da bênção final, o Chefe Nacional do CNE, Luís Lidington, anunciou oficialmente o início das comemorações em Portugal do Centenário do Escutismo. Seguiu-se uma imensa salva de palmas, repetida depois, após a consagração dos Escuteiros Católicos Portugueses a Nossa Senhora, a quem os escutas “consagraram a vida”, para “N’Ela conhecer Jesus”. O Chefe Nacional entregou uma imagem de Nossa Senhora de Fátima a cada região.
Imagem visita agrupamentos
De Aveiro estiveram em Fátima dois milhares de escuteiros (70 por cento da região). Percentualmente, foi a região mais representada. Manuel Santos, chefe regional, revelou ao Correio do Vouga que “foi uma jornada muito feliz”, apesar de alguns contratempos no alojamento dos escuteiros de sábado para domingo, devido à falta de espaço. “A organização não terá previsto tanta gente. No entanto, os nossos dirigentes souberam ultrapassar muito bem as dificuldades”, esclareceu Manuel Santos.
Sobre as comemorações na diocese de Aveiro, o chefe regional afirmou que uma das acções será a passagem da imagem da Nossa Senhora de Fátima de agrupamento em agrupamento. “Vai ser uma forma de os agrupamentos vizinhos se encontrarem e estarem uns com os outros”, afirmou. Prevê-se que a iniciativa arranque no dia de S. Jorge, patrono do escutismo, que será comemorado em S. Bernardo, Aveiro, a 23 de Abril.
Jorge Pires Ferreira (com Serviços de Imprensa do Santuário de Fátima)
