Comissão Justiça e Paz aprova plano de acção para 2006

A nova Comissão Nacional Justiça e Paz, reunida na semana passada pela primeira vez, definiu o seu plano de acção para o ano de 2006.

A equipa procurará dar continuidade ao trabalho desenvolvido pela Comissão anterior, mas prevê entre as suas iniciativas mais concretas a realização de:

– conferências sobre a temática da cidadania activa e o desenvolvimento sustentável; sobre o emprego, o desemprego e o modelo social europeu;

– audições sobre a produção, o comércio e a proliferação das armas (pelo Observatório sobre a produção, comércio e proliferação de armas ligeiras)

– audição sobre as questões do emprego e do modelo social europeu, um ano depois

– audição sobre o sistema prisional, um ano depois;

– e um documento de reflexão cristã sobre questões de justiça e paz no nosso País e no Mundo, a publicar durante a Quaresma.

Outra iniciativa será o lançamento de um projecto-piloto nas escolas para sensibilizar os jovens para as desigualdades sociais. Este projecto-piloto “Educação para o Desenvolvimento” será levado a cabo nas paróquias e nas escolas secundárias e visa proporcionar um espaço de debate para os alunos sobre as desigualdades da globalização no mundo.

Prevê-se ainda a realização na Primavera de 2007 de uma Conferência com projecção nacional sobre um tema ainda a definir.

Constituição da nova Comissão

A Comissão Nacional de Justiça e Paz é organismo laical, com a finalidade genérica de promover e defender os ideais da Justiça e da Paz à luz do Evangelho e da doutrina social da Igreja. A Comissão, fundada nos anos 80 pela Conferência Episcopal Portuguesa, actua sob sua própria responsabilidade, não vinculando necessariamente o Episcopado. A sua constituição, no próximo triénio (2006-2008), será a seguinte: Manuela Silva (presidente), Alfredo Bruto da Costa (vice-presidente), Maria do Rosário Carneiro (vice-presidente), Maria Eduarda Ribeiro (secretária), Manuel Amaral (tesou-reiro), Fernando Roque de Oliveira, Joana Tribolet, Joaquim Azevedo, José Dias da Silva, Maria Emanuel Almeida, Maria Isabel Roque de Oliveira, Paulo Fontes, Pedro Vaz Patto, e Pe. José Manuel Pereira de Almeida (assistente).

Comissão Justiça e Paz de Aveiro

Em Aveiro, a Comissão Diocesana Justiça e Paz (CDJP) existe desde 1998, quando se comemoraram os 50 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. A CDJP faz ligação com a Comissão Nacional, mas aborda igualmente questões de direitos humanos, justiça e paz a nível local. Pelo segundo triénio consecutivo, é presidida por Carlos Borrego (professor da Universidade de Aveiro, antigo ministro do Ambiente), que tomou posse a 21 de Dezembro de 2005. A CDJP é ainda constituída por: Francisco Costa Pinto (vice-presidente), Cláudia Ventura, Ana Isabel Miranda, Ana Seiça Neves, António Gonçalves, Darcília Machado, Eduardo Conde, Fátima Santos, Graciete Marques, Ivan Silva, João Resende, Luís Silva, Manuel Carvalho e Silva, Manuel Fernandes Thomaz, Dorinda Capela, Maria da Luz Couto, Rogério Leitão e o assistente eclesiástico Pe. Georgino Rocha.