Confiança dada por Rui Bento aos jogadores foi insuficiente

Gil Vicente 0 – Beira-Mar 0 Circunstâncias

Estádio Cidade de Barcelos; Segunda-feira, 3 de Outubro de 2011; Gil Vicente 0 – Beira-Mar 0; Árbitro: André Gralha (AF Santarém); Espectadores: cerca de 1000.

Início de jogo forte

O início do jogo foi disputado com muita ansiedade de ambas as partes na procura da obtenção do golo, mas a monotonia começou aos 17’ quando nem uma equipa nem outra conseguiram construir uma jogada de ataque com principio, meio e fim. Até ao final da primeira parte, de referir ainda dois ataques de grande perigo por parte do Beira-Mar e um ataque por parte dos gilistas, ao qual Rui Rego respondeu com uma grande defesa.

Gil Vicente com força

A segunda parte iniciou-se com algum entusiasmo por parte do Gil Vicente. O clube de Barcelos esteve mais perto do golo, com grandes oportunidades, mas a defesa auri-negra soube resistir com muito sofrimento. O Gil Vicente dominou a segunda parte quase toda. Aos 57’ houve uma grande oportunidade, por intermédio de Douglas mas este desperdiçou-a ao atrapalhar-se com o esférico.

Momento do jogo

O grande momento do jogo foi a expulsão de Joãozinho aos 70’ por acumulação de amarelos. A falta foi duvidosa. Pode-se dizer que houve algum “teatro” proporcionado pelo jogador gilista, mas o arbitro considerou o acto do defesa da formação aveirense como grave e assim mandou-o mais cedo para os balneários.

Ataque sem força

durante todo o jogo

O ataque dos auri-negros foi praticamente inexistente, podendo dizer-se quase sem qualquer perigo para o Gil Vicente. Mesmo com a saída de Artur e a entrada de Balboa, a situação do Beira-Mar permaneceu igual. O meio campo e o ataque não se comunicavam de forma eficaz. A posse de bola dos gilistas era superior à da formação aveirense e foi graças a Rui Rego que a bola não entrou dentro da baliza aos 88’.

Muito querer

mas pouca eficácia

Em suma, o Beira-Mar foi a Barcelos amealhar mais um ponto, mas regressa a Aveiro consciente de que poderia ter feito bem melhor no que toca à finalização, na medida em que houve oportunidades de ouro para alcançar a vantagem, mas estas foram desperdiçadas. Os erros cometidos no jogo com o Rio Ave foram repetidos neste jogo pobre e sem golos. Em jeito de despedida, é de referir que apesar de ocupar uma posição delicada na tabela classificativa, os auri-negros continuam a ser a melhor defesa da Liga Zon Sagres 2011/2012.

João Breda