Bento XVI nomeou na segunda-feira, 2 de julho, como prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé (CDF) o bispo de Ratisbona (Alemanha), D. Gerhard Ludwig Müller, de 64 anos, que sucede no cargo ao cardeal William Levada.
O prelado alemão, elevado à categoria de arcebispo pelo Papa, assume também a presidência da Comissão Pontifícia «Ecclesia Dei», da Comissão Pontifícia Bíblica e da Comissão Teológica Internacional.
O cardeal Levada, de 76 anos, renunciou aos cargos por ter atingido o limite de idade imposto pelo Direito Canónico. O prefeito emérito foi o sucessor de Bento XVI à frente da CDF pouco menos de um mês depois da eleição como Papa do cardeal Joseph Ratzinger.
O novo prefeito era bispo de Ratisbona desde 2002 e recebeu o Papa nessa cidade, em setembro de 2006. É também um prestigiado académico, com mais de 400 títulos publicados.
A Constituição Apostólica “Pastor bónus”, de João Paulo II, define que a CDF deve “promover e tutelar a doutrina sobre a fé e os costumes em todo o mundo católico”.
Com uma história que remonta ao século XVI, esta instituição foi denominada Santa Inquisição Romana e Universal até 1908, quando São Pio X reorganizou o organismo, mudando o seu nome para Santo Ofício. A atual designação foi decidida por Paulo VI, em 1965.
Já a comissão «Ecclesia Dei» foi instituída por João Paulo II em 1988 com a tarefa de “facilitar a plena comunhão eclesial” com todos os que se encontram ligados à Fraternidade fundada pelo falecido arcebispo Marcel Lefèbvre. Bento XVI atualizou a estrutura da referida comissão, em 2009, após a remissão da excomunhão (21 de janeiro de 2009) dos quatro bispos consagrados por monsenhor Lefèbvre.
