A Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, em Estrasburgo, adoptou uma resolução que condena a recente vaga de atentados contra cristãos no Médio Oriente.
O documento baseia-se num relatório do italiano Luca Volontè, do grupo do Partido Popular Europeu, tendo recebido 125 votos favoráveis e 22 contra, sete dos quais da delegação turca.
Os parlamentares condenam o ataque que, a 31 de Outubro de 2010, matou mais de 50 pessoas na catedral siro-católica de Bagdad, no Iraque, e o atentado bombista do último dia 1 de Janeiro, em Alexandria, segunda cidade mais populosa do Egipto, que deixou 23 mortos junto a uma igreja ortodoxa copta.
A recomendação fala destas situações como dois acontecimentos “particularmente trágicos” num número crescente de ataques contra comunidades cristãs, em todo o mundo.
O Conselho da Europa assinala que “as comunidades cristãs podem desaparecer no Médio Oriente, onde o Cristianismo teve as suas origens”. O documento agora assumido aponta como causas desta situação as “baixas taxas de natalidade e a emigração – alimentada, nalguns locais, pela discriminação e a perseguição”.
“A assembleia está convencida de que a perda das comunidades cristãs no Médio Oriente também coloca em perigo o Islão, porque simbolizaria uma vitória do fundamentalismo”, refere a resolução. Neste sentido, os parlamentares pedem ao Conselho da Europa que defina uma estratégia para a “liberdade religiosa”, incluindo a liberdade de mudar de religião, enquanto “direito humano”.
A Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa congrega membros das assembleias nacionais de 47 Estados do Velho Continente, tendo como missão princípios comuns e democráticos.
