Conselho Diocesano avaliou ano pastoral

O Conselho Diocesano de Pastoral considerou que o ano pastoral que está a terminar tornou mais visíveis alguns serviços que a Igreja tem para os mais pobres e facultou formação na área social, mas notou que “muito há a fazer” para “revitalizar a dimensão social caritativa de cada crente” ou “promover a co-munhão e entra-ajuda entre os diversos agentes” – dois dos objectivos que haviam sido apontados em Outubro de 2007.

Presidido pelo Bispo de Aveiro, o Concelho reuniu no Seminário de S.ta Joana, na noite de 11 de Junho. Na agenda estavam três assuntos: avaliar o decorrer do ano pastoral de 2007/08, que, como é sabido, tem como grande objectivo redireccionar a igreja diocesana para o serviço aos mais pobres; pronunciar-se sobre a extensão dos períodos de programação pastoral, de três para cinco anos; e dar sugestões para a grande Missão Jubilar, que decorrerá em 2012/2013.

Os conselheiros, cerca de trinta, representativos dos diversos sectores da vida da igreja diocesana, apontaram, entre outros, estes aspectos positivos que aqui se recolhem em síntese: promoverem-se acções de formação sobre a doutrina social da Igreja; maior aproximação entre grupos Cáritas paroquiais e a Cáritas diocesana; colaboração entre grupos da Igreja e organismos não-confessionais na luta contra a pobreza; as catequeses de crianças e jovens assumiram a atenção aos pobres, promo-vendo a partilha principalmente no Advento e na Quaresma; voluntariado social, principalmente entre os jovens; promoção do sentido de partilha em grupos apostólicos; iniciativas inovadoras, como o Banco do Tempo (Calvão) ou a Ceia com Calor (Aveiro); visibilidade dada às instituições da Igreja (através do Correio do Vouga, por exemplo).

Como aspectos negativos, foram apontados, entre outros, o aumento do número de pedidos de auxílio (crise económica), o défice na educação para aprender a viver com menos recursos nestes tempos de crise, a pouca acção social por parte do tecido empresarial, o esquecimento de alguns tipos de pobres (como as famílias desagregadas, as pessoas com debilidade mental, algumas comunidades étnicas), a falta de denúncia de casos de pobreza.

Programação de 5 anos

Num segundo momento, o Conselho concordou com a proposta que pretende alterar a programação pastoral de triénios para quinquénios. Recorde-se que o presente ano pastoral (que termina “oficialmente” no dia 29 de Junho, Dia da Igreja Diocesana) encerra um triénio iniciado em 2005/06. Nesse primeiro ano, a Igreja em Aveiro dedicou especial atenção ao diálogo Igreja-Mundo. No ano seguinte, dedicou-se mais atenção à comunidade familiar (2006/07). O presente ano, de pastoral social, encerra, pois, o triénio que tinha como grande lema “A Igreja que celebra e se alimenta da Eucaristia está, diariamente, ao serviço das pessoas e da sociedade”.

Há nos principais responsáveis da Igreja Diocesana a convicção de que uma programação que tenha por base um período de cinco anos poderá ter mais e melhores efeitos pastorais, desde que cada ano não seja dedicado a uma área específica, mas a um aspecto de uma prioridade geral. Vários conselheiros sublinharam, de facto, a pequenez dos anos pastorais. De Outubro a Junho, com os dois tempos fortes do Advento/Natal e da Quaresma/Páscoa pelo meio, pouco tempo há para implementar os principais objectivos. A constituição de equipas paroquiais de pastoral familiar em 2006/07, por exemplo, ficou por concretizar. Talvez pudesse ter sido diferente, se à família tivessem sido dedicados vários anos seguidos.

A caminho

da Missão Jubilar Diocesana

A par com a mudança de triénios para quinquénios, surge uma proposta concreta para os próximos cinco anos: empreender uma nova evangelização, a culminar na grande Missão Jubilar Diocesana, no ano 2012-2013.

D. António Francisco referiu a descida do número de baptismos e de casamentos católicos como sinais da indiferença crescente e sublinhou a necessidade de “retomar a belíssima experiência sinodal”, que a Diocese viveu entre 1990 e 1995. O Conselho adiantou algumas sugestões para desenvolver neste quinquénio.

As sugestões e a avaliação do ano pastoral serão sistematizadas pelo secretariado permanente do conselho, nos próximos dias, e serão dadas a conhecer à Igreja diocesana, principalmente aos que têm como responsabilidade definir as principais linhas de orientação para o próximo ano, mas também aos cristãos em geral, através do site da Diocese (www.diocese-aveiro.pt).

J.P.F.