O Conselho Diocesano de Pastoral (CDP) reuniu pela primeira vez sob presidência de D. António Francisco dos Santos, no final da tarde e na noite do dia 11 de Julho, no Seminário de Aveiro, tendo como assuntos de agenda reflectir sobre a sua própria missão e partilhar sobre o Plano de Pastoral para o ano 2007/2008.
D. António Francisco saudou os membros do CDP e considerou este órgão de aconselhamento do Bispo “importante e imprescindível”. O Bispo de Aveiro disse que foi opção convocar o CDP no final do ano, depois de ter contactado com todos os padres, quase todos os diáconos e comunidades religiosas e a maior parte das paróquias, e depois de ter reunido com o Conselho Presbiteral. Disse ainda querer valorizar o contributo das instâncias participativas na vida da diocese, sendo o CDP uma delas.
Reflectindo sobre a missão do CDP, os conselheiros sublinharam a importância de espelharem a “sensibilidade do mundo” e serem um “observatório permanente” da “família, do trabalho, da economia”.
Um conselheiro referiu que a “linguagem canónica [que diz que o CDP é o órgão consultivo, e não deliberativo] acaba por amortecer a forma de comunhão” que esta estrutura participativa pressupõe, a qual D. António Francisco já revelou assumir ao usar em várias circunstâncias afirmações como “vamos juntos” ou “em comunhão”.
Outros membros deixaram sugestões para um melhor funcionamento do Conselho, como sejam os trabalhos de grupo, o convite de especialistas exteriores ao CDP ou a constituição de comissões que preparem com antecedência os temas a reflectir.
Selecção de pobres?
Em 2007/2008 a Pastoral Social estará no centro das preocupações da Diocese. Sobre essa solicitude da Igreja para com os mais pobres, foi dito que o sentido da partilha é para viver todo o ano e não apenas na Quaresma; que “a Igreja não é a única a ajudar os pobres, mas a sua ajuda tem de ser significativa” (“o Reino de Deus chegou”); que em algumas instituições os pobres existem para alimentar os serviços e não o contrário (quando 80% das verbas que supostamente ajudam os pobres são gastas com os funcionários); que para combater a pobreza é necessário trabalhar em rede; que muitos pobres têm trabalho, mas tal não significa que saiam da pobreza…
Uma conselheira referiu mesmo que há instituições ligadas à Igreja que fazem “casting” aos pobres [termo inglês usado para as sessões de selecção de actores para um determinado papel]. “Vivemos todos em comunhão, mas há doentes, velhos e pobres que não entram”, afirmou, como exemplo negativo de algumas práticas.
Para que serve o CDP?
Segundo os estatutos que regem o CDP, compete-lhe:
– Assessorar o Bispo na acção pastoral da Igreja Diocesana;
– Investigar, estudar e reflectir os aspectos referentes: à actuação e vida da Igreja, ao diálogo entre Igreja e Mundo e à atenção pastoral decorrente dos desafios deste diálogo;
– Propor conclusões pastorais práticas de modo a que, a vida e a acção do Povo de Deus, se conformem, cada vez mais, com o Evangelho de Cristo;
– Dar parecer sobre todos os assuntos que o Bispo lhe queria submeter.
Quem constitui o CDP?
O CDP é constituído por padres, membros de Institutos de Vida Consagrada e sobretudo leigos. Os seus membros devem ser “uma imagem fiel” das diferentes regiões, condições sociais, profissões dos cristãos da diocese de Aveiro.
Alguns fazem parte do CDP por terem sido eleitos por grupos, outros pelo cargo que ocupam na Igreja diocesana e outros por nomeação directa do Bispo.
Actualmente, o CDP tem 28 membros.
