Contrastes elucidativos da gente nova

Uma pedrada por semana Os jornais noticiaram. Quatro centenas de professores foram mal tratados com palavras injuriosas e acções violentas, por alunos, seus familiares ou encarregados de educação. Cerca de duzentos destes professores sofreram agressões físicas. As escolas estão localizadas, na sua maioria, nos grandes centros e suas periferias, com polícia montada para defender quem trabalha. De certo que há nessas escolas gente boa e séria. Apesar disso, em alguns sítios deste país, o ensinar passou a ser uma profissão de risco.

Setecentos voluntários em Aveiro, muitos deles jovens, colaboraram activamente, no passado fim-de-semana, na recolha e classificação dos bens, e foram muitas toneladas, recolhidos pelo Banco Alimentar contra a Fome.

Por um lado, o medo e o pesar, por outro, uma alegria esfusiante. Ambos sentimentos comunicativos, com muitos jovens pelo meio.

Não se trata de um fatalismo, quando se fala de agressões, nem de coisa simplesmente natural, quando se fala de voluntariado espontâneo.

Houve escolas onde, de modo natural, se mobilizaram turmas para serem solidárias. Outras onde parece que o medo se instalou e o fazer o bem está para muitos posto em causa.

O que se passa? Não há efeitos sem causas. Só se pode colher o que se semeia, embora todos saibamos que há por aí muita gente a semear joio na calada da noite, apostando no “quanto pior melhor” e sujando a vida de gente nova, na idade dos grandes sonhos.

Eu sou pelo lema do Padre Américo: “Não há rapazes maus”. Então, há que ser consequente.

A. Marcelino