Credo contado às crianças

Era uma vez… o Credo

Texto: Anna Peiretti e Bruno Perrero

Ilustrações: Tomasso D’Incalci

Edições Salesianas

48 páginas

O Francisco sai da missa, dando a mão ao pai.

-Há orações muito compridas! Aquele Credo nunca mais acaba!

– O Credo não é uma oração; é uma profissão de fé.

– O que é isso?

– Quer dizer que dizemos a todos quais os pilares da nossa vida.

– Não percebo.

– É o resumo da fé dos cristãos de todo o mundo. É como dizer: pessoal, aqui está tudo em que acreditamos!

– É por isso que nos pomos de pé e o dizemos em voz alta?

– Sim. Dizer o Credo é uma coisa séria, “Por detrás de cada uma destas palavras há milhões e milhões de caras de homens, mulheres e crianças que viveram esta fé por mais de vinte séculos. Rezaram estas palavras, cantaram-nas e, sobretudo, lutaram para as viver”.

Este livrinho é um diálogo entre Francisco e o seu pai sobre o Credo que os cristãos proclamam todos os domingos nas eucaristias. Começa com as frases acima reproduzidas. Ao longo de 48 páginas o “papá” explica ao seu filho as principais afirmações do símbolo da fé, de “Creio em um só Deus, Pai todo-poderoso”, que “não quer dizer que Deus é como o super-homem”, a “e espero a ressurreição dos mortos e a vida do mundo que há de vir”.

Ao lado das explicações paternas surgem histórias da Bíblia e da vida que ilustram o Credo, como aquela do pai despedido que, quase desesperado, mas sem o revelar, encontra um bilhete dos filhos que diz “Querido papá, nós acreditamos em ti! Mateus, Marta e Lourenço”. Por causa desta mensagem, não desiste. “A vossa fé não será desiludida”, pensa. E de pessoa frustrada pelas dificuldades passa a lutador e vencedor. “Dizer a alguém «Eu acredito em ti» é uma coisa muito importante”, resume-se no final do episódio.

O livro conta ainda com pequenas orações sobre cada um dos artigos da fé. “Quem tem confiança em Deus encontrou a sua casa. Quem acredita não tropeça nas pedras, nem é mordido pelas serpentes. Eu acredito em Ti; Tu me cobres de todo o bem. Obrigado, Senhor”.

Como acontece com a maioria dos bons livros infantis, também com este aprendem os adultos.

J.P.F.