Nos Estados Unidos, o debate sobre a separação entre Estado e Religião ganhou mais um capítulo nesta quadra. O Presidente George W. Bush e a esposa enviaram um cartão de boas festas sem a palavra “Natal” (apesar de citar um salmo) e de imediato a chamada “direita religiosa e ultraconservadora” denunciou o que considera um “sectarismo louco”. A Casa Branca justificou que “o Presidente e a Senhora Bush, como cristãos, celebram o Natal”, mas os seus cartões transmitem “votos de boas festas, e não Feliz Natal [“Merry Christmas”], porque se destinam a pessoas de todas as fés”.
Os ultraconservadores insurgiram-se contra a tendência para a supressão de sinais cristãos nesta altura do ano como forma de respeitar as várias opções religiosas. Refira-se que, desde 1985, há nos EUA uma lei que afirma que as representações do Natal em locais públicos devem ser contrabalançadas com símbolos seculares como o pai Natal ou as renas, a fim de garantir a separação entre a Igreja e o Estado. Em muitos locais, a árvore de Natal é designada como “árvore festiva” a fim de não ferir qualquer convicção religiosa.
