D. António dos Santos, foi homenageado pela diocese da Guarda no dia 6 de Dezembro, dois dias antes da mudança de Pastor Diocesano. No dia 8 de Dezembro, D. Manuel da Rocha Felício assumiu o governo pastoral da diocese egitanense.
Na homenagem e despedida, D. António dos Santos recordou as circunstâncias que o levaram a deixar a diocese da Guarda. “Como é público, há mais de um ano que me encontro limitado para o serviço pastoral nesta querida Diocese da Guarda, que o Bom Pastor confiou aos meus cuidados apostólicos, há vinte e seis anos. Tenho estado em casa de família, na minha terra natal [Santo António, Vagos] para mais fácil acompanhamento do pessoal médico, que me tem tratado, e para estar mais perto dos Centros Hospitalares aconselhados”, disse. Desde 16 de Janeiro, iniciara nessa diocese o ministério pastoral D. Manuel Felício, depois de, no Verão de 2004, D. António dos Santos ter exposto a sua situação ao Núncio Apostólico e, mais tarde, ter pedido ao Papa a dispensa do encargo pastoral da diocese da Guarda. “Fi-lo na consciência de ser o melhor para a salvação das almas, que é a lei suprema da Igreja”, afirmou. “Sua Santidade o papa Bento XVI concedeu-me a solicitada dispensa”.
Na hora da despedida, D. António agradeceu ao Bom Pastor, por o ter enviado “a servir um povo bom e humilde, generoso e cheio de fé, com tantas qualidades humanas e virtudes cristãs”, e “a todos aqueles que, de um modo ou outro, partilharam comigo a tarefa entusiasmante de anunciar a boa nova do Evangelho, da Serra da Estrela às terras da Raia, dos Vales do Douro até para além da Gardunha”.
“Amo os padres”
“A maior homenagem que recebi da diocese – disse D. António dos Santos na Sé da Guarda – foi prestada ao longo destes anos de vivência comum: pela aceitação e cumprimento das orientações pastorais; pela oração e apoio sempre demonstrados; pela participação nas actividades apostólicas propostas; pela generosidade para com os Seminários e outras obras (…); pelo acolhimento que em toda a parte me foi dispensado; e pela proximidade e conforto espiritual ao longo da minha doença. Esta homenagem não a tomo para mim: é para Jesus cristo, de Quem eu, embora indignamente, fui rosto visível. Aqui sou apenas o pretexto. Não desejaria ser o destinatário”.
Uma palavra especial dirigiu-a aos sacerdotes, por quem, segundo afirmou, rezara no dia anterior em Fátima. “Desde criança, e pela fé, olho os sacerdotes como ministros do Senhor. Sempre gostei dos padres, amo os padres!”, afirmou o Bispo natural de Vagos.
Ao novo bispo da Guarda, o homenageado disse: “Presto a minha homenagem ao Senhor D. Manuel da Rocha Felício, pela entrega total e incansável ao ministério pastoral. Deus lhe conceda uma fé inquebrantável, uma esperança viva e uma caridade diligente, como reza a Liturgia, com muita saúde e coragem para conduzir esta Igreja Diocesana pelos caminhos da salvação. Bem haja, pela bondade que tem tido para comigo! Conte com a minha oração e a minha amizade”.
