D. João Lavrador foi ordenado este Domingo em Coimbra como Bispo auxiliar da Diocese do Porto. “Estou grato pelo muito que recebi e peço que me acolham, agora, noutra família sacerdotal, com a qual quero continuar a aprender e a dar o melhor de mim próprio”, afirmou o novo Bispo.
Numa saudação dirigida no final da cerimónia, D. João Lavrador deixou agradecimentos à Diocese de Coimbra e a quantos se cruzaram com ele no seu percurso de vida e projectou a sua nova missão, mais a Norte. “A todo o Povo de Deus da Diocese do Porto, a quem renovo a minha saudação, [peço] que me ajudem no novo caminho de serviço que hoje começo”, afirmou.
A ordenação episcopal do novo Bispo Auxiliar do Porto, D. João Lavrador, de 52 anos, teve lugar na Sé Nova de Coimbra. Foi presidida por D. Albino Cleto, Bispo de Coimbra, e foram também consagrantes D. Manuel Clemente, Bispo do Porto, e D. João Alves, Bispo Emérito de Coimbra. A nomeação episcopal fora tornada pública a 7 de Maio deste ano. O lema episcopal de D. João Lavrador será «Tu, Segue-Me» (Jo.21,22).
“Sou convidado a ser profeta, testemunha e servo da esperança, é-me pedido que infunda confiança e proclame perante quem quer que seja as razões da esperança cristã”, disse o novo Bispo.
D. Albino Cleto louvou a “persistente dedicação” de D. João Lavrador à diocese coimbrã. “Afinal, que martírio é hoje o de um Bispo, martírio partilhado aliás pelos nossos queridos padres, diáconos e consagrados, vividos também por vós, muitos amados irmãos leigos? Penso que nos dias que correm e nestas terras da Europa em que vivemos, o martírio poderá chamar-se “despojamento”. Mostra-nos o Espírito Santo que urge sermos o que somos: comunidade de crentes”, afirmou, na sua homília, D. Albino Cleto.
Para o Bispo do Porto, D. João Lavrador vai trazer àquela comunidade “a contribuição das almas generosas, lúcidas e trabalhadoras”. “É preciso ter calo pastoral para enfrentar os desafios do dia-a-dia”, afirmou aos jornalistas D. Manuel Clemente.
D. João Lavrador falou de uma “nova fase da história da humanidade”, com “rápidas e profundas transformações, provocadas pela inteligência e actividade criadora do homem”. “Perante a bivalência da cultura de hoje, a Igreja acredita que Jesus Cristo oferece aos homens pelo Seu Espírito a luz e a força para poderem corresponder à sua altíssima vocação”, indicou.
O novo bispo terminou a saudação com uma frase que faz lembrar as palavras de Bento XVI, logo após a eleição: “Rezai por este humilde Lavrador da vinha do Senhor!”
CV / Ecclesia
