D. Manuel Clemente quer “conhecer , servir e amar a Diocese do Porto”

Ecclesia/CV

Novo Bispo do Porto sucede a D. Armindo Lopes Coelho

e toma posse no dia 25 de Março.

D. Manuel Clemente foi nomeado por Bento XVI, no dia 22 de Fevereiro, como novo Bispo do Porto, sucedendo a D. Armindo Lopes Coelho, que renuncia por ter ultrapassado o limite dos 75 anos de idade previsto no Código de Direito Canónico.

Nascido em Torrres Vedras e, até agora, Bispo Auxiliar de Lisboa, D. Manuel Clemente faz questão de sublinhar que o Porto não lhe é completamente estranho: “Tenho alguma ligação ao Porto – a minha mãe é portuense e sempre nos lembrou isso”.

Em entrevista ao Programa Ecclesia, D. Manuel Clemente assinalou que “as expectativas estão todas na graça de Deus”. “Aproveito para retomar aqui os termos da saudação que enviei à Diocese, nesta circunstância, dizendo que o meu único programa é «conhecer, amar e servir a Diocese do Porto»”, afirmou.

O novo Bispo do Porto quer “estar perto das pessoas, das instituições, dos padres, dos consagrados, das consagradas, das famílias”. “Isso é um trabalho a que me dedicarei com todo o gosto”, afirma.

No seu ministério episcopal, D. Manuel Clemente promete estar atento “a tudo aquilo que o Espírito vai suscitando nesta grande Diocese”, tentando que tudo isso se faça “em convergência, em unidade, não só para os que estão na Igreja, Corpo de Cristo, mas também como serviço à sociedade, enquanto sinal, fermento e instrumento de unidade e aproximação entre as pessoas”.

A sua nova missão será feita a partir da convicção de que esta é uma tarefa de amor, que brota “do amor de Cristo pela Igreja”.

De partida para uma realidade diferente, o novo Bispo do Porto prefere sublinhar a “igualdade de origem”, porque a Igreja é do mesmo Deus, e a “unidade” de todos os cristãos, por força da acção do Espírito de Jesus Cristo.

Ser “Bispo do Porto”, com toda a carga simbólica do título, associado a figuras como António Ferreira Gomes, não intimida D. Manuel Clemente: “O Espírito é o mesmo, o Espírito que trabalhou nessa e noutras grandes figuras da Diocese do Porto é o mesmo Espírito que trabalhará em mim. Depois, o que as circunstâncias produzirem, logo se verá”.