Dar alegria às novas gerações

Colaboração dos Leitores Compreendi que é belo e bom comer e beber, e sentir-se feliz em todo o esforço que se tem de fazer debaixo do Sol, nos breves dias de vida que Deus concede ao homem.

(Eclesiastes 5, 17)

Estamos a chegar a passos largos ao final do ano pastoral nas nossas comunidades cristãs. Já se sente o Verão, com o fervilhar de vida nas praias e nas zonas de lazer, trazendo o «habitual» esvaziamento das celebrações dominicais, principalmente nos centros urbanos.

O tempo torna-se livre para centenas de milhares de crianças e jovens, não sabendo muitas vezes o que fazer dele nestes três meses de férias. Pois é aqui que os responsáveis pela pastoral das comunidades devem incidir, promovendo a realização de múltiplas actividades alternativas à profusão de coisas que se oferecem às novas gerações.

Se é verdade que uma franja dos adolescentes e jovens vai para férias com os pais, existem muitos milhares que ficam nas suas terras, não tendo nada em que ocupar o tempo, sem ser em ver televisão e dormir.

É certo que depois de um ano de actividade pastoral, principalmente dedicado ao anúncio da Boa Nova, as forças parecem desaparecer e suspira-se por um merecido descanso, mas não será uma oportunidade única para conviver e adquirir vivências únicas com o grupo de fé com que se caminha o ano inteiro?

Na minha opinião é isto mesmo que deve ser feito. O tempo de férias é a altura do ano em que os adolescentes e jovens têm mais tempo para se dedicarem a projectos e a coisas belas. Só faltam é animadores e comunidades que se mexam nesta altura do ano, mais que não seja divulgando as múltiplas iniciativas que decorrem de norte a sul do país, organizadas por inúmeras comunidades e associações, como festivais de música, campos de trabalho, acampamentos, férias missionárias, etc…

Criem-se espaços de divulgação destas actividades, para que os jovens possam conhecer aquilo que de bom e útil se faz, em prol do próximo e do seu crescimento humano e cristão.

Mas também deve dar-se uso aos espaços físicos que as comunidades possuem, nos seus centros pastorais e sociais, visto agora já não decorrerem catequeses. Porque não promoverem espaços de convívio, clubes artísticos, exposições, debates, jogos e muitas outras actividades? Para nos ajudar existe uma multiplicidade de livros e outros materiais que nos podem auxiliar na realização destes projectos.

Caros animadores e catequistas, não tenham medo de dar tempo das vossas férias para estarem com os vossos grupos, porque certamente vereis que o tempo dispendido vos dará uma outra visão do grupo que coordenais. A vida é tão breve, bem como a oportunidade de ter tanto tempo de férias que, só por isso, deve ser feita uma aposta neste sector do lazer, fazendo coisas belas que transmitam alegria às novas gerações.

Sérgio Carvalho