Delicadeza

Olho de Lince Os dois miúdos brincavam animadamente, alheios às conversas dos adultos. E também pouco conscientes de que o seu rodopio poderia causar algum percalço.

E foi isso mesmo: um gesto mais brusco do pequeno fez a companheira de divertimento tropeçar e cair. Os pais acorreram de imediato, mas logo viram que nada de grave acontecera, nem sequer digno da mais pequena preocupação. Caso para dizer: “Ao menino e ao borracho põe Deus a mão por baixo”.

O problema é que o “responsável” pela queda da colega ficou inconsolável, naturalmente desenhando-se-lhe na cabecita que fora causador de uma grande tragédia. Levou tempo a aceitar que não havia motivo para o choro convulso. E só recuperou a calma quando “fez as pazes” com a parceira e se tornou possível retomar a brincadeira.

Precisamos de aprender a preocupar-nos com o mal que causamos aos outros, a reparar os danos, a refazer quanto antes as relações de concórdia e paz! Às vezes não somos como os pequeninos!

Q.S.