Depois do aborto, o divórcio, e o mais que aí vem

Uma Pedrada por Semana Quem é que fala ainda da lei nascida do referendo ao aborto? Quem é que nos diz se as exigências legais se estão cumprindo? Quem conhece sentença e penas para quem ultrapassou os prazos legais? Quem é que já teve do governo a coragem para dizer que afinal os clandestinos não eram assim tantos? Quem é que tem vergonha para dizer que o povo foi enganado de propósito para votar “sim”? Quem? Apenas os que sabem da manobra, a denunciaram, a seu tempo, ontem foram ridicularizados e hoje esquecidos pela comunicação social?

E agora o divórcio. O que é preciso é que se legisle à larga. Os que ficam feridos e desconsiderados não interessam. Interessam os que não aguentam compromissos e é preciso libertá-los dos escrúpulos que nunca tiveram. São precisas leis para satisfazer gostos.

Mais uma vez, se quer governar a partir de factos consumados. A práxis sem teoria. Esta, depois, já nem faz falta, a quem deixou de pensar e se move apenas pelas emoções imediatas. Basta o “já está!

A teoria fazem-na as vidas sem laços, sem nós nem afectos, sem rumos nem compromissos. As vidas banais de portugueses “famosos” que enchem as páginas das revistas alienantes, a que não faltam aspirantes, nem leitores.

A festa vai continuar, que não lhe faltam mordomos.

Assim se destrói um país e se derruba, com foguetes, o seu travejamento moral e o seu património histórico, religioso e cultural.

Tudo por força das maiorias democráticas!

O problema não está em travar, mas em mudar o rumo a pensar nas pessoas. É sempre tempo.

António Marcelino