Desenvolvimento

Ponta de Lança Estamos, nós portugueses, para o assunto em epígrafe, em relação ao mundo, como o “europeu de futebol” em sub 21 para o mundial de futebol de sobre 21 (deduz-se que se chame assim por antinomia). O primeiro realiza-se em Portugal, um país periférico e pobre; o segundo realiza-se na Alemanha, rica e central!

A pobreza do acontecimento está ainda mais patente nas datas em que enquadram o evento e na forma como o divulgam: umas tantas tarjas em tons quaresmais que mais parece que se aproxima a Procissão dos Passos do que um acontecimento que requer alegria, juventude, entusiasmo, vida!?

Talvez questões de desenvolvimento estético – ou falta dele!

E como não queremos entrar no campo da subjectividade, a falta de algum dinamismo e colorido na divulgação do acontecimento desportivo do ano em Portugal pode obedecer a critérios de sobriedade e não esbanjamento, que são dignos de louvor! Mesmo com a dúvida quanto a essas intenções!

Exactamente as mesmas dúvidas que nos suscita alguma informação sobre os propósitos municipais de industrialização do concelho de Aveiro (e todos os outros). Uma zona industrial entre Requeixo e Nossa Senhora de Fátima para aproveitar os recursos proporcionados pelo eventual traçado e trajecto do TGV, para desenvolvimento daquela zona?!

Que desenvolvimento é esse que deixa morrer tudo quanto é património cultural (Mamoa), parque florestal (único no concelho) e recursos hídricos e turísticos (pateira e zona envolvente)?!

Desenvolvimento é sinónimo de fábricas? Para fomentar empregos? A quem?

Atrás desta forma estonteante de desenvolvimento virá mais trânsito, mais arruamentos, mais habitação, mais pessoas… a destruição de um concelho que só poderá proporcionar qualidade de vida aos seus habitantes se aproveitar a extensão para o interior do mar; esse mesmo que caminha para terra!

Incrível?!

Desportivamente… pelo desporto!