Ano Novo Bispo de Aveiro realçou apelos ecológicos de Bento XVI na Missa de Ano Novo. “Se quisermos cultivar a paz temos de preservar a criação”, disse.
“Com a alegria de começar um ano” e “na esperança da bênção do Senhor”, D. António Francisco presidiu à Eucaristia de Ano Novo, no final da tarde de 1 de Janeiro de 2010, na Sé de Aveiro. “Celebramos o Ano Novo em ambiente de Natal. Deus veio ao nosso encontro. Habita no meio de nós. Somos testemunhas desta certeza e mensageiros deste anúncio”, disse.
Na homilia, o Bispo de Aveiro realçou a mensagem de Bento XVI para o Dia Mundial da Paz. “Lembra-nos o Santo Padre – disse – que todos os excessos, exageros, abusos e desleixos em relação ao ambiente e à natureza são ofensa ao próprio homem e a Deus. A sobriedade e a solidariedade são valores que devemos viver não só em relação com as pessoas mas também no respeito pelas coisas que são dom de Deus”.
D. António Francisco apelou à responsabilidade de “cultivar e guardar” a obra da criação de Deus e de viver a solidariedade entre gerações e entre povos, dando voz a Bento XVI: “Faço votos, diz o Santo Padre, para que se adopte um modelo de desenvolvimento, fundado na centralidade do ser humano, na promoção e partilha do bem comum, na responsabilidade, na consciência da necessidade de mudar os estilos de vida e na prudência, virtude que indica as acções que se devem realizar hoje na previsão do que poderá suceder amanhã”.
Quanto aos acontecimentos de 2010, o Bispo de Aveiro apontou a visita papal a Portugal: “A vinda do Santo Padre Bento XVI a Portugal vai trazer-nos certamente momentos de vivência maior da fé e oportunidades de iniciativas mobilizadoras que nos digam a alegria de sermos Igreja, educadora da fé e fundamento de esperança para o mundo. Preparemos desde já esta visita com alegria”.
D. António Francisco referiu-se ainda à recente viagem que fez aos Estados Unidos, para presidir às bodas de ouro da ordenação do P.e José Manuel Fernandes, sacerdote diocesano na emigração: “Neste Natal encontrei igualmente outras Igrejas com ar de festa e com tons de alegria. Vi comunidades vivas e saboreei o entusiasmo da fé, celebrada por gente de todas as idades e culturas. Senti o encanto da gratidão de comunidades por inteiro e de uma multidão de amigos reunidos à volta de sacerdotes que fazem da vida dom de Deus ao mundo por onde passam e às pessoas, famílias e instituições a quem servem. Há pastores e magos, vestidos de hoje e envolvidos pela cultura do nosso tempo nos vários continentes da terra, que estão atentos e gratos aos rostos de Deus presentes no seu meio”.
“É de louvor
a minha oração”
O Bispo de Aveiro terminou a homilia da Missa de ano novo (Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus) com a seguinte oração.
“Na manhã de cada dia, é de louvor a nossa oração. Quero que assim seja também no início do Novo Ano.
É de louvor a minha oração,
Senhor da vida, do tempo e da eternidade;
Pai e Criador que nos destes a terra e o céu;
Deus, fonte de amor, de salvação e de paz.
É de louvor a minha oração,
Pela Humanidade e pela Criação;
Pela Igreja e seus servidores;
Pelo Mundo e seus dons.
É de louvor a minha oração,
Pela alegria, pela amizade e pela doação de tantos;
Pela atenção aos que sofrem e aos que choram;
Pela gratidão sentida e pelo bem partilhado.
É de louvor a minha oração,
Pela lembrança e pela saudade dos que ao longo do ano partiram;
Pela bênção dos que vão nascer;
Pelos corações disponíveis para amar e servir.
É de louvor a minha oração,
Pela Mãe que escolhestes para o vosso Filho;
Pela mesma Mãe que nos destes;
Pela Igreja que, a exemplo de Maria, diariamente se faz nossa Mãe”.
