Olhos na Rua A pátria da liberdade aguentou fortemente a defesa do matrimónio e da família, e durante décadas, quando muitos, na Europa, já tinham ido na onda, reagiu a que se pudesse chamar casamento a uma união que não fosse de um homem e de uma mulher. Logo que o poder socialista veio ao jeito, as invetivas recrudesceram e aí está mais uma lei permissiva, a que a comunicação social deu grande realce.
Não se trata de urgir ou negar direitos pessoais, mas de não confundir o que se deve distinguir. Pode haver uniões legitimadas politicamente, mas não se lhe chame casamento, nem se fale de família, para bem dos casados e das famílias. Certamente que ainda recordamos o que se passou em Portugal. Um deputado, interessado na lei lutou por ela com apoios de outros interessados. Lei votada, deixou o Parlamento, dizendo que só tinha sido deputado para a conseguir. Deixava de o ser, porque não estava disposto a perder mais tempo. E o país calou-se. E os partidos calaram-se.
É evidente que, postos os termos de igualdade dos casais e da família, de imediato, veio a luta pelo direito a adotar. Conhecidos homossexuais do mundo “livre” aparecem nas revistas e jornais com os seus bibelots. Tudo sorrisos de felicidade. Mas tudo, também, denúncia de um mundo que deixou de pensar, em que as pessoas deixaram de contar e as coisas mais fundamentais passaram a estar nas mãos de aventureiros, vazios de valores éticos e de princípios morais.
