Dever missionário não é devoção

Olhos na Rua A tentação de pensar só em si e nos seus problemas também tem adeptos da Igreja, pessoas e comunidades. Há-que acordar os cristãos para os horizontes da missão, que não se confinam ao do Domingo Mundial das Missões. Li num jornal diocesano a alegria da Diocese ao ver partir cinco jovens para colaborar nas missões durante as suas férias. Outras dioceses fazem o mesmo.

Aveiro foi talvez pioneira. Começou, modestamente, já lá vão anos, com quatro jovens. O número atinge, agora, dezenas. Preparados, partem para o Nordeste Brasileiro, Angola, Moçambique, Guiné… Enviados no Dia da Igreja Diocesana constituem uma pregação viva, que as pessoas entendem e as interpela. O ofertório livre, secreto e pessoal, dos confirmados ajuda esta iniciativa. Durante anos, as paróquias, todas sem exceção, foram acordadas para o dever missionário. Uma semana inteira. Missionários, padres, religiosas e leigos a orientar. Festa final no arciprestado. Partilha económica solidária. Resultados à vista. Diocese e paróquias que não se abrem à missão perdem o seu dinamismo e sentido e apenas vegetam.