Dia da Marinha

Com pompa e circunstância, de 16 a 23 de Maio

celebrou-se em Aveiro o Dia da Marinha

Na galeria dos Passos do Concelho, entre objectos mais técnicos e científicos da Marinha, foi possível simular a entrada no Porto de Lisboa aos comandos de um navio. Enquanto um militar explica como é o treino dos pilotos, um aluno de Vagos assume os comandos do navio virtual. Um colega que assiste comenta quando nos ecrãs aparece a Ponte 25 de Abril: “Agora vê lá se fazes um pião!”

Interior do “Barracuda”, o único submarino actualmente ao serviço da Defesa Nacional. Em condições exíguas, “só para militares”, “vivem” 53 marinheiros, por vezes, mais de 15 dias sem ver a luz solar. As camas estão sempre quentes, pois cada lugar serve três militares. Desde 1964, o “Barracuda” percorreu mais de 800 mil milhas, o suficiente para dar 37 voltas à Terra.

O ministro da Defesa, Severiano Teixeira, passa em revista as tropas, na parada no largo da Fonte Nova. No discurso, o ministro disse que o Governo mantém as medidas concretas de diferenciação face a outros servidores do Estado como sinal de reconhecimento da carreira militar.

A demonstração naval na Praia da Barra e o desfile final atraíram milhares de pessoas. O navio-escola “Sagres” desfralda as velas, preparando-se para entrar no alto mar. Foi umas das estrelas das comemorações. Na próxima semana, o Correio do Vouga apresenta uma foto-reportagem a bordo deste símbolo de Portugal, na viagem entre Lisboa e Aveiro.

No Porto de Aveiro, além das visitas aos vasos de guerra e à Sagres, foi possível fazer o “baptismo de mar”, sempre muito concorrido, e assistir às perícias dos helicópteros.

O Almirante Fernando Melo Gomes, Chefe do Estado-Maior da Armada, manifestou-se satisfeito por a Marinha ter regressado a Aveiro, passados 18 anos, e pelo acolhimento popular. Como “homenagem às gentes desta região, que sempre viveram para o mar”, informou que um dos futuros patrulhas oceânicos da Marinha vai chamar-se “Ria de Aveiro”.